Programas poderiam atender família
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Télcia Lamonica de Azevedo Oliveira, disse que a atitute do cobrador de ônibus foi correta. Além da PM, ela lembra que o Conselho Tutelar é o órgão competente para atender casos que envolvem abandono ou a exposição de crianças e adolescentes a qualquer tipo de risco.
''A decisão da mãe foi lamentável porque a prioridade é que o bebê fique com a família. O ideal é que os familiares procurem ajuda, recorram a assistentes sociais da unidade básica de saúde do bairro ou a programas sociais da prefeitura. Existem programas que podem ajudar a mãe, ainda mais quando há mais filhos, como ela disse na carta''.
De acordo com Télcia, se uma mãe decide deixar seu filho para adoção, deve procurar a Vara da Infância e Juventude, onde encontrará técnicos que atenderão e estudarão especificamente o seu caso. ''Dessa forma a criança será encaminhada para adoção de forma correta. Mas existem casos que a família ainda fica com dúvidas e não sabe o que fazer. Mesmo assim, em hipótese alguma a criança deve ser abandonada. Existem recursos e a possibildiade de ajuda, porque o Estado defende e prioriza que a criança fique entre seus familiares'', comentou. (F.B.)





