Programa viabiliza sonho da casa própria
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sexta-feira, 04 de setembro de 2009
Marian Trigueiros<BR> Reportagem Local 
Ter uma casa digna para morar ainda é uma realidade distante da maioria das famílias brasileiras. A falta de um projeto, inviabilizado pelo alto custo, resulta em residências mal estruturadas, sem repartições, feitas de materiais inadequados e com ausência de luz. Medidas simples, porém, podem transformar esses locais em casas bonitas e, principalmente, funcionais.
É o que vem fazendo desde 1993 o programa de extensão da Universidade Estadual de Londrina Casa Fácil um convênio entre o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Prefeitura e Clube de Engenharia e Arquitetura. Alunos de Engenharia Civil, Arquitetura e Serviço Social dão assistência técnica, oferecendo gratuitamente projetos arquitetônicos e acompanhamento de obras de habitações populares a famílias de baixa renda. Até hoje, 3.175 projetos já foram feitos.
Segundo o coordenador do programa, professor José Roberto Hoffmann, do Departamento de Estruturas/CTU, esta é uma chance das pessoas terem uma casa com um projeto arquitetônico adequado. Em todos esses anos, percebemos que a questão da insalubridade é o mais preocupante. Ter um projeto, mais do que poder ter uma casa do jeito que eles querem, é suprir suas necessidades, trazendo inúmeros benefícios para a saúde e conforto da família.
De acordo com ele, é possível que as famílias deem sugestões e tenham uma casa dentro de suas expectativas. Não é nada estático. Possibilitamos que a construção seja feita aos poucos, e fazemos de uma forma que elas possam ampliar futuramente, comenta. Um projeto particular custa em média R$ 600,00.
Para os alunos, lembra o professor, essa é uma oportunidade de exercer a consciência social. É importante que como profissionais eles saibam que não vão fazer casas apenas para ricos. Além disso, é uma experiência de lidar com as verdadeiras necessidades de forma prática.
Para participar, a pessoa deve possuir um único terreno, renda de até três salários mínimos e querer contruir uma área de até 70 metros quadrados. Caso o interessado se enquadre neste perfil, deve ir até a Prefeitura e fazer a solicitação de dados do terreno, como dimensão e localização, junto à Secretaria de Obras. O próximo passo é passar pela triagem do Casa Fácil.
Para desenvolver o projeto os alunos estudam as condições do terreno, como declive e orientação solar. Com o projeto em mãos e a devida assinatura do responsável técnico, a pessoa terá que voltar à Prefeitura para requerer o alvará de licença de construção, que terá dois anos de prazo, completa.
Prêmio
José Roberto Hoffmann foi indicado pela Pró-reitoria de extensão da UEL pelos seus esforços como coordenador do projeto e concorre na 2ªedição do Prêmio Betinho Atitude Cidadã. O prêmio, lançado pela Rede Nacional de Mobilização Social (Coep), tem por objetivo dar reconhecimento a quem participa ativamente da comunidade onde vive, transformando a realidade. A 2ªedição do Prêmio Betinho Atitude Cidadã tem cerca de 90 projetos concorrendo. A votação é feita pelo site www.coepbrasil.org.br/premiobetinho.


