Programa vai combater dengue no PR
Da Sucursal
Albari Rosa/ Reprodução
O mapa da dengue no Paraná mostra a presença do mosquito principalmente nas regiões Norte e Noroeste; em Curitiba (foto de cima) algumas larvas foram encontradas infectadas pelo Aedes Aegipty
O secretátio executivo do Programa de Erradicação do Aedes Aegipty (PEAa) Jaime Pereira dos Santos Calado, do Ministério da Saúde, estará em Curitiba nos dias 1 e 2 de abril para deflagrar o programa de combate ao transmissor da dengue em todo o Estado.
No início deste mês, equipes da Fundação Nacional da Saúde (FNS) encontraram três larvas infectadas nos bairros do Cristo Rei e Jardim Botânico, em Curitiba. Não tivemos nenhum caso de dengue, mas foram descobertos focos de larvas do mosquito infectadas, diz o chefe do serviço de epidemiologia da FNS José Manoel da Silva Júnior.
O índice de infestação de Curitiba é de 0,8% por mil imóveis visitados. O risco de transmissão é considerado quando o índice é superior a 1%. Se a larva contaminada for encontrada em mais de 5% das residências visitadas é dado o alarme de uma possível epidemia.
Todos os focos de larvas encontrados provocam uma estratégia de combate. Num raio de 300 metros, todas as residências são visitadas e os possíveis locais de proliferação recebem tratamento com inseticidas.
A FNS mantém locais com armadilhas para pesquisa da presença do Aedes Aegipty. Pontos estratégicos, como borracharias, terminais de rodoviários, aeroportos, cemitérios, portos, ferro velho, depósitos de materiais de construção, indústrias e outros são visitados com frequência por equipes da FNS.
O Aedes Aegipty é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela. O combate no Estado vem acontecendo desde 1982, quando foi detectado o primeiro foco em Foz do Iguaçu e no Norte do Estado. Desde então a FNS procura barrar a entrada do vetor, mas o avanço da presença do mosquito é visível e o controle extremamente difícil, justifica Silva Júnior.
Em 96, a Secretaria da Saúde confirmou 2.660 casos de dengue em todo o Paraná, mas este número pode aumentar se os outros 1.851 pacientes sob investigação tiverem a doença diagnosticada. As regiões Norte e Noroeste são as que mais frequentemente têm registrado a presença do mosquito contaminado.
A Secretaria de Estado da Saúde também está preocupada com possíveis casos de meningite, mais comuns durante o inverno, e por isso, prepara uma campanha de prevenção contra a doença.





