Programa treinará mais 2 mil pessoas em Toledo
Programa treinará mais
2 mil pessoas em Toledo
Treinamento visa melhorar atendimento à saúde da população
Da Redação
Divulgação
Ação socialProfissionais de saúde orientam a população sobre a saúde bucal nas ruas de Londrina A cidade de Toledo vai sediar, de 21 a 23 deste mês, mais uma etapa do Protegendo a Vida, programa do governo do Estado para melhorar o atendimento à saúde e o padrão de vida dos paranaenses. O programa, que rendeu ao Paraná o prêmio Criança e Paz, concedido pelo Unicef em 1996, é considerado a maior ação de mobilização social em desenvolvimento no Brasil.
A etapa em Toledo será o 20º treinamento promovido pelo programa. Mais de duas mil pessoas de 82 municípios deverão participar, envolvendo desde agentes comunitários de saúde até médicos especialistas em diversas áreas. Serão promovidos 26 cursos e quatro seminários nos três dias de duração do evento.
Reciclagem Protegendo a Vida já treinou ou reciclou mais de 30 mil pessoas e distribuiu cerca de R$ 2,7 milhões em equipamentos médicos. O negócio do programa são as mortes evitáveis, resume a sua coordenadora, a pediatra Lucineli de Laat. Para se ter uma idéia da extensão do programa, dos 5.053 médicos de todos os municípios do Estado que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS), 41,3% já passaram por cursos de 24 a 36 horas de duração.
Nesse número não estão incluídos os profissionais que participaram de programações durante 1998. Também foram treinados pelo Protegendo a Vida 61% dos agentes comunitários, 45% dos enfermeiros, 11,3% dos auxiliares de enfermagem e 31,4% dos odontólogos. À exceção dos auxiliares de enfermagem, todos os outros profissionais de saúde deverão atingir este ano 50% de participação.
É a partir do treinamento ou reciclagem que os participantes dos cursos, técnicos em saúde e pessoas da comunidade, podem propor e executar mudanças, reduzindo os grandes problemas da família paranaense, explica a pediatra.
Programa ampliado O programa começou atendendo a criança e a mulher. No primeiro caso, visando a redução dos índices de mortalidade infantil do Estado, que em 1996 era de 20 para cada mil bebês. Os números da situação atual estão sendo levantados pela Secretaria da Saúde e serão anunciados em julho.
No caso da mulher, alguns resultados podem ser avaliados pelo coeficiente de mortalidade materna, calculado sobre cada 100 mil bebês nascidos vivos. De 1991 a 1994 o coeficiente era de 101. Em 1997, o número caiu para 80,1, com 153 óbitos. Através do programa também foram distribuídos 718 mil unidades de métodos contraceptivos - pílula, diafragma, geléia espermicida, anticoncepcional injetável e DIU - somando um investimento de R$ 918,5 mil. E está em curso um programa de prevenção de colo do útero. O Protegendo a Vida está oferecendo gratuitamente o exame preventivo. Inicialmente, a meta é atender as mulheres com idade entre 30 a 49 anos, a faixa de maior ocorrência.
Atualmente, o programa também está trabalhando na prevenção de doenças e atendimento da terceira idade, socorro às vítimas de trauma e no levantamento das principais causas de doenças dos trabalhadores. A geriatria é uma especialidade recente, por isso procuramos capacitar os profissionais de saúde no atendimento a esses pacientes, diz Lucineli de Laat.
O trauma, que é a principal causa de mortalidade do jovem no Paraná, teve cursos de prevenção e de atendimento a acidentados desenvolvidos em conjunto pelo Protegendo a Vida e o Detran. Já foram realizados dois cursos sobre o tema, um deles, chamado suporte básico de vida, foi ministrado por profissionais do Siate, habilitando motoristas de ambulância municipais no atendimento a vítimas de trauma.
O programa de cursos sobre a saúde do trabalhador e as medidas para diminuir acidentes de trabalho, teve sua primeira edição em abril, em Faxinal do Céu, no município de Pinhão (Sudoeste do Paraná). O objetivo é mapear o Estado, procurando conhecer em cada município os riscos que o trabalhador corre durante o desempenho profissional. E, a partir daí, indicar ações corretivas e soluções.
Nossa experiência de trabalho com a comunidade fez com que o Protegendo a Vida avançasse este ano, passando a incluir diversos outras áreas que se relacionam à saúde, como o estilo de vida das pessoas, afirma Lucineli. A coordenadora do programa conta que uma pesquisa canadense aponta que um dos principais problemas de doenças e até óbitos está relacionado ao estilo de vida adotado pelas pessoas. Por isso, já estão previstos cursos que abordem o uso de cinto de segurança, o abuso do álcool, cigarro, alimentação, ritmo de trabalho e stress, entre outros.
Nos próximos quatro meses, o programa Protegendo a Vida, desenvolvido pela Secretaria da Saúde e com o apoio de 18 parceiros, a maior parte deles não governamentais, vai treinar 12 mil profissionais, com investimentos previstos de R$ 800 mil.





