Programa treina agentes para evitar o tabagismo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de novembro de 1997
Elisa Marilia Carneiro 
Curitiba
Marcelo AlmeidaTeresa Feitosa coordena o Programa Nacional de Controle do TabagismoA associação entre fumar e ter câncer já está comprovada por estudos da Organização Mundial da Saúde. Mesmo assim, ainda existem 30 milhões de fumantes no Brasil, segundo dados do IBGE de 1989. Para tentar reduzir o númeo de pessoas atingidas pelo vício em tabaco, profissionais do Instituto Nacional do Câncer estão em Curitiba capacitando funcionários dos setores de Saúde na prevenção contra o tabagismo.
De acordo com Teresa Feitosa, coordenadora do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Prevenção Primária de Câncer, os cursos visam a municipalização do controle do tabagismo.
Os dados mais alarmantes apresentados ontem dão conta de que 90% das mortes por câncer de pulmão são decorrentes do tabagismo, que também é responsável por 85% das mortes por efizemas e bronquites crônicas e 35% dos infartos.
Os efeitos de parar de fumar diminuem, a cada ano, a probabilidade de câncer de pulmão. Outro coisa que as pessoas não sabem é que nem todos que param de fumar sentem os sintomas da síndrome da abstinência: 25% dos que deixam de fumar não sentem irritação, angústia ou irritabilidade, assegura Teresa.
Numa segunda etapa, o programa vai enfocar os profissionais das escolas e os ambientes de trabalho. Até o final de 1998 teremos capacitado profissionais de 3 mil municípios, disse Teresa.
Campanha - A Philip Morris, fabricante de cigarros, lança este mês uma campanha dirigida a varejistas com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a comercialização responsável de cigarros. Com o eslogam A indústria e o varejo unem suas forças: cigarro só para adultos, a campanha busca apoio de mais de 100 mil pontos de vendas para restringir venda de cigarros para menores de idade.


