Programa tem retorno sobre Panissa
A produção do programa Linha Direta, da Rede Globo, recebeu nos últimos dias diversos telefonemas de pessoas denunciando o paradeiro de Marcos Campiña Panissa. Na última quinta-feira, o programa mostrou o caso do filho de empresário de Londrina que matou a ex-mulher Fernanda Estrusani, então com 22 anos, com 72 facadas no dia seis de agosto de 1989.
O motivo do crime teria sido ciúmes. Mesmo estando separado legalmente de Fernanda há três anos, na noite de seis de agosto de 1989, depois de ter visto a ex-mulher com um namorado, Panissa invadiu o apartamento dela e a matou.
Ele passou por dois julgamentos e não compareceu ao terceiro, no dia 31 de julho de 1995. Teve sua prisão preventiva decretada e fugiu. Até agora encontra-se foragido, embora haja comentários de que Panissa encontra-se em São Paulo ou em Santos, trabalhando em uma das empresas da família.
A produção do Linha Direta recebeu várias informações sobre o paradeiro de Panissa e repassou todas às autoridades policiais, mas até o momento não tem nenhuma notícia de que ele tenha sido preso. O advogado de Panissa, Antônio Carlos de Andrade Vieira, disse à Folha na última sexta-feira que irá apresentar seu cliente em setembro.
Segundo o advogado, Panissa não compareceu ao julgamento em 1995 porque a sociedade queria linchá-lo. Ele alegou ainda que agora cinco anos depois já há clima para Panissa ser julgado. Porém o advogado que atuou na acusação do caso José Itiro Yabe, também em entrevista à Folha na última sexta-feira disse temer que, devido à repercussão do Linha Direta, Panissa já tenha fugido do Brasil. (E.P.)





