Londrina - Os adolescentes Amanda, Dejair e Arthur começaram a construir nesta semana um futuro promissor. Eles estão entre os 40 adolescentes selecionados pela Secretaria Municipal de Assistência Social para participar do programa Infraero Social. Segundo o superintendente da Infraero em Londrina, Marcus Vinícius Pio, o programa -atualmente presente em 62 aeroportos e atendendo a mais de 17 mil cidadãos- visa capacitar e integrar moradores de comunidades de baixa renda vizinhas ao aeroporto. "A Infraero é uma empresa pública e está inserida em um contexto social. Todos ganham ao investir na qualificação dos adolescentes. Conheço pessoas que passaram pelo programa e hoje são gerentes de empresa", revela.
Em Londrina, o programa existe desde 2004 e, este ano, a Infraero firmou uma parceria com a prefeitura. A Infraero entrou com a estrutura física e material didático e a prefeitura com os profissionais que ministram as oficinas e coordenam o programa. O Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) também participam do Infraero Social.
Os adolescentes, com idade entre 14 e 18 anos, são atendidos com atividades de convivência e oficinas socioeducativas. As aulas de artesanato, informática e educação física são realizadas de segunda a sexta-feira no contraturno escolar. De acordo com a coordenadora de Atenção à Juventude da Secretaria Municipal de Assistência Social, Fábia Bera Galindo Perez, os 40 adolescentes atendidos integram famílias que são acompanhadas pela política municipal de assistência social de Londrina.
"Eles participam dos trabalhos realizados nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras)", informa Fábia Perez. Mais do que prepará-los para o mercado de trabalho, enfatiza, o programa forma cidadãos. "Eles terão a oportunidade de descobrir suas potencialidades e isso os ajudará a definir o futuro profissional", argumenta.
A estudante do 1º ano do ensino médio, Amanda Alves de Souza, 15 anos, moradora da Zona Leste, participava da primeira aula de artesanato, cujo tema era a utilização de material reciclável. A maior expectativa da adolescente era ação a oficina de informática. "Tendo noções de computação será muito mais fácil conseguir um emprego. Estou animada", afirma.
Dejair Júnior da Silva Nascimento, 16, morador do Conjunto Ernani Moura Lima, também na Zona Leste, ingressou no programa para aprimorar seus conhecimentos em informática e aprender novas habilidades. Arthur Tavares da Silva, 15, estudante do segundo ano do ensino médio, encontrou no programa a única oportunidade de se qualificar para o competitivo mercado de trabalho. "Não tenho computador e sei apenas noções básicas de informática. Não teria condições de bancar um curso particular, por isso me dedicarei bastante", assegura.
A professora de artesanato Raquel Pereira Ferraz Mafra, que na primeira aula ensinava os alunos a tranformar papel em objetos, pretende que os adolescentes descubram na oficina habilidades artísticas e as transforme em fonte de renda. "Quero trabalhar com revista, material reciclado, EVA e decoupage. É mais uma alternativa de profissionalização", finaliza.

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