Homens com idade acima de 30 anos, que já tiveram uma profissão, possuem família, envolveram-se com álcool ou outras drogas e, por vezes, apresentam problemas mentais. Esse é o perfil daqueles que fazem das ruas o seu refúgio, assegura a diretora técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cirlene Maria Fonseca.
Cirlene diz que cerca de 15 pessoas vivem pelas ruas de Londrina há um certo tempo. Além dessas, outras passam pela cidade ou ainda vêm de municípios menores próximos para pedirem esmolas. ''O total de habitantes nessa cidade paralela é variável e nada preciso'', explica.
Fatores como relacionamento familiar e uso de drogas fazem com que os números abstratos concretizem mais rostos a perambularem pelas ruas. ''O dependente químico chega ao ponto de optar, devido a situação de estar dominado pelas drogas, a escolher o vício ao invés da família'' explica a diretora. A partir disso, ocorre uma quebra no relacionamento com os parentes e a pessoa vai para a rua. ''Entre as avenidas, carros, fome, frio e muitos problemas o indivíduo encontra a solidariedade de quem passa pela mesma situação'', elucida. Falta de trabalho ocasionando dificuldades financeiras contribuiriam para que a rua seja a única opção para muitos.
Cirlene acrescenta que por meio do programa Sinal Verde, 23 pessoas estão recebendo hoje bolsa-auxílio para melhorarem suas condições de vida. Através desse programa, as pessoas são abordadas, recebem ajuda para se desintoxicarem, têm acompanhamento psicológico, de assistentes sociais, fazem cursos e são encaminhadas para o mercado de trabalho. '' As pessoas que vivem na rua antes de tudo têm a auto-estima muito baixa. Para conseguir tirá-los dessa situação, evitar que voltem para os vícios, precisam acreditar na própria capacidade,'' sentencia.
Cirlene revela que com frequência as pessoas que tentam reintegrar-se à sociedade desistem e voltam a estaca zero. '' Para nós uma pessoa que consiga sair da rua é uma grande vitória''assegura. Ela orienta também que as pessoas não devem dar esmolas, fato que facilitaria a vida do morador de rua dificultando, entretando, as ações do Sinal Verde. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas pelo telefone (43) 3326-9555. (J.W.)

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