A Universidade Estadual de Londrina (UEL) recebeu ontem, da empresa de agrotóxicos Milenia Agro Ciências, um software com o mapa fotográfico de toda a Bacia do Rio Jacutinga, produzido por uma empresa francesa através de satélite. O programa será utilizado por uma equipe de pesquisadores do Departamento de Microbiologia da UEL para fazer um estudo sobre a qualidade do solo na bacia, que começa em Cambé (13 km ao oeste de Londrina) e vai até a foz do Jacutinga no Rio Tibagi.
A empresa também doou uma caminhonete modelo S-10, ano 1997, com a qual os pesquisadores pretendem percorrer a região em estudo, visitando propriedades e coletando amostras de solos.
Segundo o professor de Microbiologia da UEL Galdino Andrade, as pesquisas sobre o solo da Bacia do Jacutinga serão feitas paralelamente a um outro projeto em execução pela UEL na mesma área. A equipe de Galdino deu início no ano passado a um trabalho de recuperação da mata ciliar da bacia, feito com recursos repassados pelo Pool de Combustíveis de Londrina em cumprimento a um acordo proposto pelo Ministério Público (MP). A empresa entregou R$1,3 milhão à universidade como uma das medidas compensatórias pelo vazamento de óleo que poluiu toda a extensão do Ribeirão Lindóia em 2002.

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