A Caixa Econômica Federal (CEF) e Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD) firmaram ontem um convênio de R$76 mil. O documento inicia uma nova etapa do programa Onde Moras, que usa material de demolição na construção de moradias por auto-gestão, e que está sendo analisado pelo Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PHS) do Ministério das Cidades, de onde os recursos vieram. No projeto-piloto, 10 casas serão construídas para famílias do Jardim São Jorge (Zona Norte) e União da Vitória (Zona Sul).
Um dos pontos que chamaram atenção do Ministério para o programa foi o baixo custo. Uma casa de 40 metros quadrados do Onde Moras gira em torno de R$ 3 mil. As novas unidades, entretanto, terão um padrão melhor que o projeto original, que não incluía reboco, forro, pintura e outras benfeitorias. A expectativa é que o custo fique em R$7,5 mil. A título de comparação, as casas que estão sendo construídas pela Cohab no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul) têm um custo de R$11 mil para 29 metros quadrados. A diferença do acabamento é a contrapartida da Cohab, e o custo será pago pelos moradores.
O engenheiro Maurício Costa, idealizador do Onde Moras, comemorou a inclusão do poder público na iniciativa. ''Com a verba que existe poderíamos construir 200 mil casas por ano no Brasil'', afirmou. O programa existe há seis anos e já ergueu 45 moradias, todas construídas com material reciclado.
O comerciante Laércio da Cruz, 52 anos, é um dos contemplados pelo convênio. Dono de um pequeno comércio no Jardim União da Vitória, ele mora com a mulher e um filho em uma casa precária. ''Agora, com uma casa de material a gente vai ter bem mais conforto'', comemorou. Segundo ele, o lucro do seu comércio não ultrapassa R$200.
Segundo o presidente da Cohab, Eduardo Afonseca, a expectativa é que as unidades fiquem prontas dentro de 10 meses. ''Esse é um projeto-piloto que pode ser ampliado caso a gente verifique as condições de implantar o método em nível nacional'', comentou.

mockup