Marcos Zanatta
De Maringá
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) iniciou ontem um projeto de reciclagem que deve atingir todos os estudantes e funcionários. Por iniciativa dos professores do Departamento de Engenharia Química e da prefeitura do câmpus, foram espalhados tambores para a coleta seletiva. São 20 latões decorados pela artista plástica Sheilla Souza, instalados ontem em seis locais diferentes, ‘‘onde o fluxo de estudantes e servidores é maior’’, explica uma das coordenadoras do projeto, Célia Regina Tavares.
O projeto é uma extensão do programa piloto de coleta seletiva de lixo da Zona Sete, onde está instalado o câmpus da UEM. Célia explica que a associação de moradores do bairro, junto com a Igreja Católica e a universidade, montaram uma cooperativa de reciclagem que ampara os catadores vindos de famílias de baixa renda. ‘‘O Comitê da Cidadania, que existe dentro da UEM, já faz coleta seletiva e dá apoio à cooperativa’’, lembra Célia. O lixo reciclado pelo comitê ajuda a complementar a renda dos servidores carentes.
Abrangendo toda comunidade universitária o novo projeto pretende ampliar a ajuda às famílias dos funcionários mais pobres e ‘‘criar uma consciência ecológica’’ entre estudantes e servidores. O primeiro passo já foi dado. Segundo Célia, além dos tambores, placas foram instaladas nos locais de maior trânsito dentro do câmpus. ‘‘Agora vamos ministrar cursos de reciclagem e ensinar os interessados a aproveitar melhor o lixo’’, afirma. O material excedente do projeto da UEM vai ser repassado para a cooperativa, auxiliando famílias de fora da comunidade.