Programa quer levar menores de rua de volta para casa
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
Funcionários da Secretaria Municipal da Criança, ligados ao programa Criança em Segurança, estão intensificando visitas aos mocós (casas abandonadas que servem de abrigo a meninos de rua e infratores) para a reintegração de moradores de rua às suas famílias. Diariamente, o programa atende entre 25 e 30 menores que vivem nas ruas de Curitiba. Durante o dia eles recebem alimentação e desenvolvem atividades. À noite, eles dormem em abrigos do município. Muitos voltam às ruas depois do atendimento.
De acordo com a gerente da área de risco da secretaria, Rosângela de Bárbara Silva, a reintegração desses meninos é lenta e difícil. Quando o menino está vivendo nas ruas, os laços familiares já não existem mais e fazer a reaproximação é difícil. As assistentes sociais da Secretaria da Criança têm cadastrados 40 mocós que servem de abrigo para os meninos de rua.
Durante a blitz de ontem, três menores foram encaminhados ao programa. Já havia outros dez na instituição. O programa existe há dois anos e meio. Segundo o coordenador do programa, Estevão de Souza, muitos meninos são usados por maiores para o tráfico de drogas ou realização de pequenos furtos. Isso é o que dificulta o acesso das assistentes sociais aos meninos, conta.
Dos menores moradores de rua, cerca de 30% são meninas. No caso das meninas, é muito mais difícil tirá-las das ruas, porque elas conseguem sobreviver com a prostituição e conseguem esmolas com mais facilidade, diz Souza. No ano passado, o programa Criança em Segurança conseguiu fazer 68 retornos às famílias de meninos de rua. O prazo médio de reintegração desses meninos é de seis meses.


