Programa que previne câncer uterino é elogiado
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
A médica brasileira Marluce Bibbo, diretora científica da Academia Internacional de Citopatologia (com sede nos Estados Unidos) não poupou elogios ao programa estadual de prevenção do câncer ginecológico, ou do colo uterino. O Paraná está na trilha certa para que a incidência da doença continue diminuindo, afirmou a médica, que veio ao Brasil para participar do 2º Encontro Paranaense de Prevenção do Câncer Cérvico Uterino, que termina hoje em Curitiba.
O programa estadual de prevenção da doença, criado há dois anos, já realizou exames de Papanicolao em 857.786 mulheres até outubro. Cerca de 10 mil casos foram diagnosticados como lesões com potencial de evolução para câncer e foram encaminhados para tratamento. Quanto mais cedo pudermos diagnosticar a possibilidade da doença, que é 100% curável, melhor para a saúde das mulheres, alertou Marluce Bibbo.
Ela informou que a classe médica estima que, desde que o exame de Papanicolao passou a ser realizado, no começo da década de 40, a incidência de câncer do colo uterino descresceu 70%. No Paraná, aproximadamente 2 mil mulheres têm a doença, que pode levar até 15 anos para se manifestar.
A coleta do material para os exames de Papanicolao é feita gratuitamente em 2,6 mil unidades de saúde de todo o Estado. O governo federal e estadual já gastaram R$ 8,5 milhões no programa de prevenção do câncer ginecológico, que só é realizado no Paraná. As mulheres precisam perder o medo de receber o diagnóstico do exame porque a doença tem cura, lembrou o secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio.





