Curitiba Os estudantes de cinco universidades estaduais e duas federais vão poder, a partir do ano que vem, fazer intercâmbio entre as instituições. É o programa Mobilidade Acadêmica, lançado ontem pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que permitirá que os alunos estudem por seis meses ou um ano disciplinas de seus cursos em outra universidade conveniada. A intenção é promover uma integração entre as instituições e permitir que os estudantes possam aperfeiçoar seu currículo escolar. O projeto é inédito no País. Participam as universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste (Unioeste) e do Centro Oeste (Unicentro) e ainda a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Paraná.
Todos os estudantes que estiverem matriculados regularmente em cursos de graduação e que possuam no máximo duas reprovações podem participar. É preciso também já ter cursado todo o primeiro ano. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, o aluno que fizer o intercâmbio terá um vínculo temporário com a universidade e todos os créditos que ele cursou fora de sua instituição serão oficialmente validados. ''Queremos que as universidade cooperem umas com as outras e não sejam concorrentes'', afirmou. O intercâmbio só pode ser feito uma vez durante todo o curso.
Para a reitora da UEL, Lygia Pupatto, o projeto é um avanço na formação dos alunos. Ela lembra que os estudantes vão poder cursar matérias que são excelências em outras instituições que não a sua. ''Esse intercâmbio também vai permitir que os alunos conheçam outras regiões do Estado, colaborando para a formação cultural deles'', acredita Lygia.

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