Emerson Cervi
De Curitiba
Trinta adolescentes entre 14 e 17 anos, de famílias de baixa renda, começaram esta semana a participar do programa Pelotão do Futuro, desenvolvido pela Prefeitura de Ponta Grossa, em parceria com o 13º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) e Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet). Até o final do ano esses adolescentes participarão de cursos e atividades educativas no período em que não estiverem na escola. ‘‘O objetivo é fazer com que os jovens carentes, que são mais suscetíveis ao assédio de traficantes e de marginais, fiquem longe das ruas e aprendam coisas novas’’, diz o secretário municipal de Ação Social, João Carlos Barbiero. ‘‘Por isso o programa funciona no contraturno das atividades escolares.’’
Essa é a terceira turma do Pelotão do Futuro. O projeto começou em 1996 e atende 30 adolescentes por ano. Todos os integrantes do programa vão à escola no período da manhã. Três tardes de cada semana eles passam no quartel do 13º BIB, tendo reforço escolar com uma professora e apoio de uma assistente social. Além disso, os adolescentes fazem atividades físicas com os militares e têm aulas de civismo.
Em outras duas tardes da semana o Pelotão do Futuro recebe informações sobre cursos técnicos oferecidos pelo Cefet em Ponta Grossa. ‘‘Eles têm contato superficial com 11 cursos técnicos pós-médio e muitos optam por fazer um curso profissionalizante depois que terminarem o segundo grau’’, conta Barbiero.
A Secretaria de Ação Social faz repasses mensais, através da Fundação Proamor de Assistência ao Menor, de R$ 34,00 ao mês por aluno para as entidades envolvidas no programa. Os recursos são investidos em materiais usados pelos adolescentes durante o projeto. ‘‘Os investimentos são baixos se forem comparados com o retorno social que o programa dᒒ, completa.

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