A Prefeitura de Maringá está implantado um programa interno de orientação e ajuda aos dependentes de drogas (álcool, maconha, cocaína etc). O Programa de Atenção ao Alcoolismo e outras Farmacodependências (PAAF) é coordenado por técnicos e psicólogos da Secretaria de Saúde, que já distribuiu folhetos explicativos entre os seus 5.260 funcionários.
Numa primeira etapa, os funcionários receberão explicações sobre a doença, classificada clinicamente como Síndrome da Dependência de Substâncias Químicas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença atinge 10% da humanidade e é considerada por especialistas como a mais grave já surgida no planeta.
Os funcionários que, de acordo com as explicações, sentirem que estão sendo prejudicados de alguma forma pelo uso dessas substâncias químicas receberão ajuda individual ou em grupo. São as chamadas terapias.
Por fim, os funcionários que já tiverem desenvolvido a dependência serão encaminhados a ambulatórios ou internados em clínicas especializadas. Desde já, a prefeitura avisa que nenhum funcionário será demitido por ser dependente.
Esta doença é ‘‘democrática’’, como diz Orlando Gomes, coordenador do programa Alcoólicos Anônimos de Maringá: ‘‘Qualquer um pode desenvolver a doença, mesmo que esta pessoa não tenha nenhum problema em sua vida. Não existe cura mas há uma saída, que é a abstinência total. Mas, para se equilibrar, o dependente tem que se cuidar, fazendo terapias ou frequentando o Alcoólicos Anônimos’’.

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