Em Londrina, o Programa Sinal Verde que atua na abordagem de pessoas que vivem nas ruas, mapeou em todo o ano passado 23 pontos de permanência de pessoas que não possuíam qualquer vínculo familiar ou então migraram de outras cidades e na terra que já foi sinônimo de prosperidade não encontraram ocupação nenhuma e passaram a perambular sem moradia fixa.
Segundo a gerente do programa municipal, Sandra Coelho, dentre os pontos mapeados cinco são aglomerações existentes em locais públicos, como ruas, praças e parques. Os demais são os chamados mocós imóveis abandonados que foram ocupados irregularmente por moradores de rua e usuários de drogas. Destes, garantiu Sandra, seis já teriam sido desativados.
Mas se o número de mocós é sabido, o de moradores de rua nem tanto. Para o Sinal Verde, seriam apenas 12 as pessoas que realmente moram nas ruas de Londrina, um número inexpressivo se considerarmos que a cidade tem quase 500 mil habitantes. ''São pessoas que já passaram pelos mais diversos tipos de programas sociais oferecidos pelo Município mas em função do alto comprometimento da dependência química álcool e drogas têm dificuldade de adesão aos projetos'', explica Sandra.
A gerente do Sinal Verde lembra que o Município dispõe de vários programas de atendimento a pessoas em situação de rua, que vai do atendimento tradicional, baseado na abordagem para convencer essas pessoas a aderir a um determinado programa, até incentivos como bolsas para capacitação. Além disso, a Secretaria Municipal de Obras também é acionada sempre que um mocó é descoberto em algum imóvel abandonado para que o proprietário seja notificado e tome providências, já que as equipes do Sinal Verde não podem entrar em imóvel particular sem autorização. As queixas sobre imóveis abandonados podem ser feitas pelo telefone 3334-2030.

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