Londrina – O programa Lixo Zero será colocado em prática pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização a partir de 2015. É o que garante o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas. Conforme ele, o município segue o cronograma estabelecido no início dos trabalhos. "Representantes das empresas já apresentaram as novas tecnologias, uma comissão está analisando as propostas e o documento final está 90% pronto para dar início às licitações", destaca.
O presidente da CMTU reforça que o programa segue quatro premissas fundamentais: cumprimento da legislação referente aos resíduos, inclusão social, educação ambiental continuada e utilização de tecnologia. Segundo Geirinhas, o chamado Lixo Zero já abrange grande parte das sugestões feitas pelo Fórum Desenvolve Londrina.
A intenção é disponibilizar os primeiros contêineres nas ruas no início de 2015. "Dessa forma, vamos evitar a compactação do material, reduzir os problemas de infestação da dengue e o entupimento de bueiros nas ruas", explica. Também serão adotadas composteiras para melhorar o aproveitamento do lixo.
Hoje, 5% do lixo gerado são reciclados em Londrina. O objetivo da CMTU é alcançar o índice de 30% nos próximos três anos. "Até 50% do total podem ir para as composteiras e apenas 15% serão destinados ao aterro", destaca.
A Companhia estima que o custo do sistema de coleta passe dos R$ 32 milhões para R$ 40 milhões por ano, valores que seriam repassados aos contribuintes. O projeto para a criação de uma Agência Reguladora de Serviços deve ser encaminhado à Câmara até o final deste ano.
O presidente da CMTU admite que faltam recursos, mas é preciso investir no setor. " A terceira vala da CTR (Central de Tratamento de Resíduos) já está na metade. Vamos licitar o quanto antes a construção de uma nova vala para não precisar fazer um contrato emergencial. Com essas mudanças na gestão do lixo, vamos precisar cada vez menos desse espaço", conclui. (V.C.)

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