Programa garante vaga em hospital na hora do parto
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quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - A gestante que procurar atendimento nos postos de saúde de Maringá não terá mais que conviver com a angústia de não saber, até o último momento, em qual hospitar ganhará o bebê. O município está implantando em todas as unidades de atendimento, o Programa Vida Nova em Maringá, que possibilita à gestante saber, já na primeira consulta do pré-natal, em qual hospital será internada para dar à luz. O programa está sendo divulgado nas reuniões de gestantes programadas todos os meses nos 23 postos municipais de saúde.
De acordo com o secretário de Saúde de Maringá, Paulo Roberto Donadio, o programa Vida Nova representa mais segurança à gestante que é atendida na rede pública municipal. Segundo Donadio, a proposta é semelhante ao Programa Parto Humanizado do Ministério da Saúde, que visa um atendimento mais humano às mulheres durante a gravidez com agendamento de pelo menos quatro consultas de pré-natal e acompanhamento na hora do parto. Em Maringá, diz Donadio, as gestantes são incentivadas a realizar de quatro a seis consultas de pré-natal.
Com a implantação do programa, a gestante, além de saber já na primeira consulta qual hospital irá ganhar o bebê, também tem direito a vários exames clínicos e recebe orientação odontológica sobre a necessidade de higiene bucal do bebê desde os primeiros dias de vida. Além disso, conforme o secretário, a partir do quinto mês, as gestantes participam de uma reunião dentro do próprio hospital onde serão internadas para ganhar os filhos. ''O objetivo é fazer com que elas se sintam familiarizadas com o hospital e com a forma de atendimento que é prestado pela instituição'', esclarece Donadio. São dois os hospitais conveniados com a Prefeitura de Maringá para a implantação do programa - a Santa Casa de Maringá e o Hospital Universitário.
De acordo com Donadio, o programa só prevê a garantia de vagas para as gestantes que pretendem ter parto normal. Segundo ele, o serviço público municipal não pode oferecer cirurgias do tipo laqueadura ou vasectomia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). ''Em função disso, ainda vão existir as gestantes que queiram fazer este tipo de cirurgia e por isso vão ter seus filhos em hospitais fora de Maringá'', acrescentou. Mesmo assim, conforme o secretário, atualmente mais de 90% das gestantes de Maringá têm os seus filhos no próprio município. Esta realidade já foi bem diferente há cerca de seis anos, quando a grande maioria das gestantes carentes de Maringá ganhavam seus bebês em outras cidades da região, por falta de leito hospitalar pelo SUS em Maringá.


