Programa foi suspenso este mês em Cascavel
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - A Secretaria de Saúde de Cascavel está reduzindo o número de equipes do Programa Saúde da Família na tentativa de eliminar os problemas existentes e voltar a receber verbas do Ministério da Saúde. O município foi suspenso este mês do programa por não cumprir as metas impostas pelo governo federal. Ao invés de manter as 20 equipes atualmente habilitadas, a Secretaria de Saúde deverá continuar com dez.
Segundo a secretária Lilimar Mori, das 20 equipes que continuam habilitadas, sete não estão completas e nenhuma cumpre a carga horária. Até o mês de janeiro, eram 22 as equipes existentes em Cascavel, mas duas foram desabilitadas porque não cumpriam a carga horária diária de oito horas exigidas pelo programa. Este mês eles resolveram firmar a cobrança e não fizeram o repasse, frisa.
Lilimar assegura que o município não está sendo desabilitado, apenas suspenso. Ela acredita que em dois meses a situação possa começar a ser regularizada, mas confessa que deve haver perdas no início.
A secretaria vai deixar de receber R$ 75 mil do Ministério da Saúde, equivalente à metade do custo do programa em Cascavel. Atualmente, o PSF custa R$ 150 mil só em salário. Lilimar adianta que o objetivo do programa no município é manter uma proposta salarial dentro da realidade nacional. Serão dez equipes completas num primeiro momento, em áreas a serem delimitadas, ressalta.
Lilimar explica que o Ministério da Saúde paga para o município de acordo com o número de equipes implantadas e em trabalho.


