Uma unidade móvel com equipe de treinamento esteve ontem pela manhã em um canteiro de obras da construtora A. Yoshii, em Londrina, para a primeira de uma série de palestras sobre prevenção de acidentes, que será realizada dentro do programa ‘‘A Prevenção pela Educação’’. O programa é o resultado de uma parceria entre o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Copel e Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), e deverá ser aplicado em todo o Estado. A palestra de ontem foi assistida por 70 operários da construtora.
Segundo o secretário do Sinduscon, José Carlos Salgueiro, a iniciativa deve atingir, de forma mais abrangente, os trabalhadores do ramo da construção civil. ‘‘Temos cinco unidades móveis, que estarão atuando nas áreas de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. E já estamos pleiteando a aquisição de mais cinco unidades para que as áreas de abrangência sejam ampliadas’’, informou.
Segundo ele, as unidades móveis terão condições de passar todas as informações sobre o assunto, através de palestras, vídeos, fôlderes, cartilhas e cartazes. ‘‘Os programas de prevenção que o Sinduscon vinha desenvolvendo ficavam, de certa forma, restritos a um determinado período e população, já que há uma alta rotatividade entre os operários. Através desta parceria, podemos atingir muito mais trabalhadores, inclusive em regiões onde não existem associações organizadas de trabalhadores ou de indústrias’’, explicou.
Para Salgueiro, é muito importante que o número de acidentes de trabalho continue diminuindo, como vem ocorrendo nos últimos anos. ‘‘A construção civil já passou do segundo para o terceiro lugar em número de acidentes de trabalho. Mesmo assim, o índice continua elevado’’, afirmou. E o custo de cada acidente é, para ele, extremamente alto, tanto econômica quanto socialmente. ‘‘Para revertemos isso é preciso que tanto a empresa quanto o trabalhador se conscientizem dos perigos e as formas de prevenção: a empresa fornecendo os equipamentos de segurança e os trabalhadores sabendo utilizá-los’’.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon) de Londrina, Denilson Pestana, a iniciativa é louvável. ‘‘A situação hoje, na construção civil, não tem ainda as condições ideais, mas avançamos muito de 10 anos para cá em termos de conscientização’’, afirmou.
Segundo ele, Londrina ocupa hoje o quarto lugar em termos de acidente de trabalho na área de construção civil no Estado. ‘‘Pela lógica, por ser a segunda maior cidade do Paraná, Londrina poderia estar em segundo lugar. Isto mostra que temos um bom nível de conscientização por aqui. E cada vez que é instituído um programa deste tipo, mais chances temos de diminuir os acidentes’’.
Pestana informou que, entre 96 e 98 não foi registrado nenhum acidente com vítima fatal. ‘‘Em compensação, neste ano, já foram registrados duas mortes e dois ferimentos graves’’. Existem em Londrina mais de 3 mil operários no mercado formal da construção civil. E outro tanto no mercado informal, trabalhando sem registro em carteira e sem segurança, conforme dados do Sintacron.
O programa é gratuito e aberto a empresas associadas ao Sinduscon no Norte do Estado.


NÚMEROSPaulo WolfgangPalestra foi assistida por 70 operários da construtora A. YoshiiTelma Elorza

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