Programa facilita recuperação
DivulgaçãoHeinz Koch, de 59 anos, com equipe do Home Care: internações não fazem mais parte da rotina do operárioO afiador de ferramentas Heinz Koch, de 59 anos, acumula um recorde nada comum: de 1988 para cá, ele sofreu nada menos que sete enfartes e nove tromboses. Funcionário da Volkswagem desde 1962, em todas as vezes que ele teve problemas de saúde recebeu amplo atendimento do plano de saúde da empresa. Mas a recuperação era sempre muito lenta e as internações longas. E pior: por falta de condições clínicas ideais, ele não podia sofrer cirurgia para implantação de pontes mamárias e de safena, sob risco de não conseguir sobreviver.
Heinz Koch entrou no programa Home Care em fevereiro de 1997, seis meses antes do último enfarte. Mas o atendimento personalizado, em casa - na cidade de São Bernardo do Campo -, ao lado da família, fez com que ele não só tivesse uma recuperação mais rápida como também melhorou muito as condições gerais de saúde. Tanto que, um mês depois do infarto, pôde finalmente fazer as cirurgias no coração - acabou recebendo uma ponte mamária e três pontes de safena. O problema de trombose também está praticamente resolvido e as constantes internações hospitalares não fazem mais parte da vida do afiador.
Eu corria risco de morrer ou perder a perna, não tinha esperanças e não melhorava. Agora estou cada vez melhor. Se pudesse, voltava a trabalhar amanhã, comemora Koch, que há quase seis meses não vai para o hospital. Quando ele não saía do hospital, a família ficava sem informação, sem acesso, era um sufoco, lembra a mulher, Anne Marie Koch. A Home Care colocou nutricionista, enfermeiro, médico, tudo em casa, disponível. E eu sou informada de tudo o que acontece, diz.
Quem também disse que teve a vida modificada depois do atendimento domiciliar foi o funcionário Paulo (nome fictício), portador do vírus HIV há 13 anos. A vida era uma tristeza. Saía de casa às 7 horas para ser atendido às 12, no SUS (Sistema Único de Saúde), onde você ainda via coisas horríveis, diz o funcionário, que trabalha no setor de almoxarifado da Volkswagem. Hoje, com a assistência domiciliar do Aids Care, não só a saúde como também a relação com a família, o desempenho profissional e a auto-estima melhoraram. Antes eu era aidético. Agora sou portador do vírus HIV.
O médico Fernando Fernandes, da Home Doctor, acompanha o tratamento de Heinz Koch e hoje vai até a casa do afiador a cada 15 dias. Ele explica que a frequência de visitas é determinada pela necessidade clínica do paciente - se for preciso, ele diz, as visitas podem ocorrer por mais de uma vez por dia. O médico aponta que atualmente a empresa conta com aproximadamente 40 médicos e atende em casa cerca de 120 pacientes. Embora a Home Doctor tenha sido criada para atender apenas empregados da Volks, explica o médico, hoje quase a metade dos clientes são de empresas diferentes. (L.H.)





