Programa existe desde 2001
Com objetivo de orientar o uso de fitoterápicos uma equipe de professores e estudantes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL promoverá oficinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina. "Queremos desmistificar várias coisas, como a forma adequada de plantar e fazer o chá, a hora certa do dia para colher", explica o professor de Farmácia da UEL, Renê Oliveira do Couto, que coordena o projeto, uma ação extensionista.
Ao menos uma vez na semana a equipe realizará palestras de orientação aos usuários. "Nossa proposta é que a população entenda que não é porque é natural que não pode ser prejudicial. Queremos dar o fundamento para uso racional de medicamentos e plantas", afirma. As oficinas contarão também com estudantes do curso de Agronomia, que repassarão técnicas de cultivo. O cronograma deverá ser divulgado até o final do mês.
A iniciativa vem somar com o trabalho do médico Rui Cépil Diniz, que implantou o Programa Municipal de Fitoterapia em 2001. Segundo a gestora Sônia Hutul Silva, atualmente o programa abrange todas as unidades básicas. "Ele, independente de qualquer outra instituição, é específico da Secretaria de Saúde. A maior parte do recurso é do município", informa. O restante é bancado pelo SUS.
Segundo a gestora, que também contribuiu para implantação do projeto, existem na lista de medicamentos fornecidos 32 fitoterápicos regularizados, além de seis tipos de plantas medicinais, que são distribuídas gratuitamente, seguindo a prescrição do médico. "É muito importante para ampliar a terapêutica. Têm medicações para várias situações, é bem completa", destaca. (R.S.)





