Programa do Estado reduz êxodo rural
Programa do Estado reduz êxodo rural
Considerado pelo Bird como inovador por manter agricultores no campo, projeto completa 3 anos e já construiu 4.621 casas
Da Redação
DivulgaçãoVida melhorCasas
e terra
para
plantar
garantem
aos
pequenos
agricultores
vida
melhor:
reforma
agrária
sem
conflitosO programa Vila Rural completou esta semana três anos de implantação em todas as regiões do Estado. Considerado como inovador na área de habitação, o projeto é apontado pelo Banco Mundial (Bird) como um exemplo para solucionar um problema mundial: a fixação do homem no campo. Além de combater o êxodo rural, o programa melhora a qualidade de vida dos pequenos agricultores e combate a pobreza no campo.
O governo entrega hoje, em Apucarana, mais quatro Vilas Rurais, para os municípios de Califórnia, Jandaia do Sul e Apucarana (duas). Nessas obras, o investimento é de R$ 1,8 milhão, beneficiando 780 pessoas (156 famílias).
O Paraná tem atualmente 121 vilas concluídas, com 4.621 casas. Em fase de conclusão estão 160 obras, com 6.316 residências. Outras 46 já têm projeto, com mais 1.042 moradias. Ao todo, serão 327 vilas em quase 300 municípios, atendendo cerca de 60 mil pessoas (12 mil famílias).
A Vila Rural é destinada exclusivamente ao trabalhador rural volante. Trata-se do financiamento para construção de casas de alvenaria, com 44,5 metros quadrados, e para aquisição de terrenos de 5 mil metros quadrados, para que os agricultores possam plantar e criar animais. Isso garante o sustento das famílias, mesmo nos períodos de entressafra, quando falta emprego nas lavouras. Os moradores usam a área também como fonte de renda, comercializando o excedente da produção.
Nos primeiros dois anos de funcionamento de uma Vila Rural, as prestações são subsidiadas. O contrato definitivo só é feito depois que o morador comprovar a utilização correta da área. O mutuário passa a pagar o financiamento em até 25 anos, conforme a renda familiar.
O programa está ajudando ainda a difundir a importância e as vantagens da diversificação agrícola nas pequenas propriedades rurais. O horticultor Sebastião de Oliveira, morador da Vila Rural Santa Maria, em Matelândia, por exemplo, está dedicando 3,5 mil metros quadrados de seu lote para o cultivo de tomate em escala comercial.
Outro agricultor que optou pela diversificação do lote é Norvindo Santana, da Vila Rural Félix Lerner, em Toledo. Com instruções de técnicos da Emater - órgão que faz acompanhamento efetivo das famílias de bóias-frias integradas ao programa -, Santana costuma dividir a área com o plantio de oito a dez culturas diferentes e simultâneas, o que garante ganhos extras em diferentes épocas do ano.
Com grande alcance social devido ao modelo inédito de redistribuição da terra, o programa é um importante mecanismo para o resgate da cidadania do bóia-fria e tem ajudado o governo a conhecer melhor a história desse trabalhador rural. A carência do bóia-fria, o principal alvo do programa, aparece principalmente na fase de seleção das famílias e na avaliação dos cadastros.
Os problemas mais comuns são a falta de documentos, o baixo nível escolar entre os adultos e o elevado índice de crianças e adolescentes fora da escola. A falta de qualificação profissional é outra constatação. Parceria entre as secretarias da Habitação e do Emprego e Relações do Trabalho estão garantindo a execução de cursos para melhorar o nível de conhecimento entre as famílias de bóias-frias e melhorar os resultados alcançados no cultivo em cada propriedade.





