Programa de troca é ampliado
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
O programa Câmbio Verde, de troca de lixo reciclável por alimentos, está sendo ampliado em Toledo (47 quilômetros a oeste de Cascavel) devido a expressiva adesão de famílias carentes. A previsão é de que cinco mil famílias sejam integradas. O Câmbio Verde está vinculado a um outro programa, o Lixo Útil.
Em Toledo, o Câmbio Verde teve origem em programa semelhante da Prefeitura de Curitiba, adaptado às condições locais. Implantado em 1995, sofreu paralisações e agora se expande com aperfeiçoamentos, envolvendo cerca de duas mil famílias de bairros carentes. Um ponto fixo de troca do lixo por alimentos funciona no bairro Jardim Porto Alegre e outro começa a atender na Vila Pioneiro.
A inauguração oficial do novo ponto ainda será definida, mas o atendimento foi antecipado devido a grande procura. O material está sendo armazenado em um barracão que abrigava uma cooperativa de trabalhadores braçais. A cada 60 quilos de lixo reciclável limpo e seco entregue, as famílias recebem uma cesta com cinco quilos de arroz, cinco de farinha de trigo, dois de açúcar, um de fubá, um de feijão, um de macarrão, um quilo de farinha de mandioca e uma lata de azeite. Cada família pode fazer duas trocas por mês.
Levantamento do primeiro mês de funcionamento do ponto de troca do Jardim Porto Alegre é de que 151 famílias entregaram 14,2 toneladas de materiais recicláveis, segundo o responsável pela unidade, Alcídio Pastorio. Também funciona o Câmbio Verde móvel, com caminhões da prefeitura recolhendo o material em seis bairros e atendendo 1,7 mil famílias cadastradas. Neste caso, a troca é feita por ovos, batata, feijão e outros hortifrutigranjeiros.
O Câmbio móvel entrega mensalmente de cerca de 12 toneladas de materiais recicláveis, que são levados para associações de moradores. O recolhimento é feito também na comunidade de São Luiz do Oeste, a 20 quilômetros da cidade. Todo o material (papel, plástico, garrafas, alumínio e outros aproveitáveis) é levado por caminhões para um barracão no aterro sanitário, onde é feita a triagem final.
A venda dos recicláveis é feita pela Coordenadoria do Meio Ambiente e os recursos são destinados para a compra de alimentos para a troca. Na área central funciona somente o Lixo Útil, em que a população separa os materiais e os coloca em frente das casas e lojas, em caixas especiais, para o recolhimento por um caminhão. O programa não prevê a troca por alimentos.


