Programa de plantio de palmito combina preservação e consumo
Programa de plantio de palmito
combina preservação e consumo
Coleta de sementes,
produção de mudas em
viveiros e plantio
em campo são as fases
Arquivo Folha
Projeto quer evitar a extração ilegal, estimulando reposição e garantindo a subsistência da populaçãoUm projeto inédito de reflorestamento de palmito, envolvendo os próprios trabalhadores rurais que sobrevivem de sua extração, será lançado nesta quinta e sexta-feira nos municípios de Morretes, Antonina, Guaraqueçaba e Guaratuba, no Litoral paranaense, pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Denominado Plantando Palmito, baseia-se no princípio de desenvolvimento sustentável e a legalidade de sua exploração. Integrado aos programas de reposição florestal do IAP, o projeto terá o apoio da Secretaria Estadual da Criança e Assuntos de Família e das prefeituras.
O secretário do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura, assina hoje, às 10h30, o primeiro convênio, com a prefeitura de Morretes, na Praça Porto de Cima, próxima à Igreja. Os demais serão assinados às 13 horas em Antonina, às 15h30 em Guaraqueçaba, e na sexta, às 10 horas, em Guaratuba. No total, 1.000 famílias do litoral ligadas à atividade serão beneficiadas pelo projeto, que prevê três fases: coleta de sementes, produção de mudas em viveiros e plantio em campo.
Em todas as etapas as famílias receberão duas cestas básicas mensalmente. Desta forma, elas terão garantida a sua subsistência enquanto consolidam o projeto. A intenção é reverter o quadro atual, no qual os produtores exploram ilegalmente o palmito, para a sua sobrevivência, colocando em risco a espécie na Mata Atlântica. O plantio contínuo irá gerar receitas permanentes para a sustentabilidade econômica das famílias, com a conservação ambiental da floresta do palmito.
O projeto - Nesta primeira fase, as famílias envolvidas irão fazer a coleta de sementes do palmito. Prevê-se um total de 24 milhões de sementes, numa média de 30 quilos de sementes por família. Na segunda, serão produzidas as mudas em seis viveiros: do Parque Estadual do Palmito, do IAP em Morretes e nos municípios de Guaraqueçaba, Guaratuba e Antonina. Com a queda natural prevista na germinação, calcula-se a produção de três milhões de mudas em viveiros.
Da terceira fase prevê-se 4,2 milhões de palmeiras resultantes do plantio de 18 milhões de sementes direto no campo - já calculada a perda natural - e mais 1,5 milhão de palmeiras do plantio das mudas. A expectativa dos técnicos para o retorno do projeto é de R$ 8,5 milhões num prazo de sete a dez anos.
O Plantando Palmito pretende conservar e perpetuar a espécie, contribuir para a melhoria da qualidade de vida das famílias envolvidas na atividade, difundir os princípios da conservação da natureza através da educação ambiental, estimular o florestamento e o reflorestamento com palmito, visando equilibrar sua oferta com o consumo e, ainda, inserir a cultura do palmito como opção de renda, de forma auto-sustentada, junto às comunidades locais.





