Programa de menina nas ruas: A gente transa e faz sexo oral
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de dezembro de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
Albari RosaApesar da pouca idade, as meninas encaram sexo com a maior naturalidade e não hesitam em se oferecer para os clientesA menor J.A., de 14 anos, faz ponto na esquina da Avenida das Torres com Rua Santana, no bairro Capanema. Não é difícil encontrá-la. A partir das 14 horas ela já está lá, junto com amigas, à procura de clientes. Órfã de pai, J.A. fugiu de casa para ganhar a vida na rua. Mora com amigos na Favela Vila Pinto, a poucos metros dali.
As roupas não indicam que J.A. é uma prostituta e sim uma pessoa muito pobre. No dia em que a Folha a entrevistou, ela usava uma camisa cortada na altura dos seios e uma calça jeans surrada. Nos lábios, um batom cor-de-rosa borrado.
Ela mesmo se oferece para os clientes. Quer f.?, pergunta sempre que passa um carro na esquina. Distante da realidade por causa da cola de sapateiro que cheira constantemente, J.A. demonstra bastante naturalidade quando o assunto é sexo. A gente transa e faz sexo oral, afirma. A seguir trechos de uma entrevista obtida com um gravador oculto.


