Giovani Ferreira
De Curitiba
Um programa de educação para a cidadania, desenvolvido pelo município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, é um dos finalistas nacionais do prêmio ‘‘Itaú-Unicef 1999 – Educação & Participação’’. O trabalho da Casa da Criança, entidade coordenada pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância, mantida pela Prefeitura de Araucária, foi classificado entre outros 30 de 13 estados brasileiros. A Casa da Criança foi o único programa classificado no Paraná, de um total de 732 inscritos em todo o País.
Estão concorrendo ao prêmio trabalhos nas categorias ações complementares à escola, mobilização pela educação e formação continuada de professores e educadores. Atendendo criancas e adolescentes em situação de risco, a entidade de Araucária está entre as finalistas da primeira categoria. Atualmente são seis Casas da Criança, que atendem 420 alunos numa faixa etária entre 7 e 14 anos.
Elisiane Klabune Berno, responsável pelo programa Casa da Criança, acredita que o trabalho desenvolvido no município vem ganhando destaque por conta das iniciativas que priorizam questões sociais e educacionais. As crianças que participam do projeto têm um reforço escolar, duas refeições diárias e ainda praticam atividades de esporte, cultura e lazer, como teatro, pintura, karatê, música e capoeira.
Um dos requisitos básicos para frequentar a Casa da Criança é estar regularmente matriculado em alguma escola. A seleção das crianças e adolescentes é feita por assistentes sociais, pelo Conselho Tutelar e pelos juízes do fórum. Em alguns casos a própria família do menor procura a direção da casa para tentar uma vaga. A maioria das crianças é de famílias carentes do município.
O sistema didático-pedagógico da Casa da Criança está despertando o interesse de várias famílias do município, que não estão classificadas como de baixa renda, mas que gostariam de incluir seus filhos no programa. Segundo Elisiane, apesar de definir prioridades, a Casa da Criança está aberta para todas as classes sociais, o único problema é ter vagas disponíveis. De acordo com ela, a idéia é ampliar o programa e construir outras unidades da casa.
Os alunos que integram o projeto são submetidos a um acompanhamento escolar. Se o menor enfrenta problema em alguma matéria, o reforço escolar será específico e direcionado, no sentido de sanar as dificuldades do aprendizado.

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