Programa contra violência
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segunda-feira, 09 de março de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Atitude. É com este elemento que a Secretaria de Estado da Criança e Juventude, em parceria com secretarias estaduais, municipais e a comunidade, pretende reverter a situação de vulnerabilidade e violência entre os jovens paranaenses. O Programa Atitude foi lançado ontem para despertar a iniciativa nas comunidades de dez municípios do Estado em prol dos jovens e de suas famílias.
"Queremos mudar destinos e salvar a vida dos nosso jovens e das nossas crianças", afirma a secretária da Criança e Juventude, Thelma Alves de Oliveira. Para isso, cerca de 20 mil pessoas, entre jovens e suas famílias irão participar ações de acompanhamento, atividades socioeducativas e capacitação, com o objetivo de superar a violência e oferecer novas opções de desenvolvimento.
A iniciativa surgiu a partir dos altos índices de violência cometida contra jovens ou provocada por eles nos municípios escolhidos. As cidades selecionadas são Almirante Tamandaré, Cascavel, Cambé, Colombo, Foz do Iguaçu, Londrina, Piraquara, Ponta Grossa, Sarandi e São José dos Pinhais. Entre os piores índices estão Foz do Iguaçu e Londrina, que, entre 1998 e 2007, apresentaram respectivamente 1.527 e 814 homícidios de crianças e jovens entre 0 e 29 anos.
Os principais eixos de atuação são orientação para o fortalecimento dos vínculos familiares e das redes de proteção às crianças e adolescentes, atendimento a usuários de álcool e drogas, capacitação profissional e participação dos jovens nas atividades, fundamental para o êxito no projeto. "Eles se identificam como um bem para a comunidade, não como um problema", ressalta a coordenadora do Programa, Aline
Pedrosa Fioravante.
Para estimular os jovens, os adolescentes mobilizadores das comunidades irão ganhar uma bolsa-auxílio no valor de R$ 100,00. O recurso utilizado no projeto é de R$ 48,2 milhões, vinculados ao Tesouro Estadual via Fundo da Infância e Adolesência (FIA). A verba será encaminhada para pagamento dos profissionais do programa, infraestrutura e capacitação, por meio do curso de especialização em gestão de políticas públicas para a criança e juventude, voltado para a qualificação da rede de proteção.
Participam da iniciativa as secretarias de Estado de Saúde, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Educação, Administração e Previdência, Segurança Pública e Trabalho, Emprego e Promoção Social, administrações municipais e iniciativas comunitárias.
O objetivo é potencializar ações locais das 34 comunidades selecionadas para o desenvolvimento do programa. São as dinâmicas regionais que irão selecionar os jovens identificados como vítimas ou autores de violência, bem como suas famílias. As atividades começam em abril.


