Programa Casa Futuro é tema de palestra
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
O aumento da população idosa no Brasil tem preocupado especialistas. Além do surgimento de mais doenças crônicas a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot-PR) se preocupa com ferimentos e fraturas ocasionadas entre os idosos principalmente no ambiente familiar. Uma palestra aberta à comunidade será proferida na próxima sexta-feira, dia 21, para divulgar o programa ''Casa do Futuro'', uma parceria da entidade com Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) para conscientizar a população e agentes públicos de saúde sobre o assunto.
O presidente da Sbot-PR, Luiz Carlos Sobania, lembra que existe uma projeção de que o Brasil terá 100 milhões de idosos até 2025 e que esse dado deve ser levado em consideração pelos agentes públicos na hora de pensar em políticas sociais de desenvolvimento e principalmente saúde.
Segundo ele, cerca de 60% dos idosos atendidos com queixas de fraturas foram vítimas de acidentes dentro de suas próprias casas, ações que, para o médico, poderiam ter sido evitadas com a adequação desses imóveis. ''Queremos ajudar a preparar o idoso para viver em uma casa saudável, em ambiente protegido contra acidentes que possam resultar em graves implicações e limitações'', disse.
As lesões mais comuns entre os idosos geralmente envolvem punho, colo do fêmur e coluna. Sobania lembra que, entre todos os acidentes, os domésticos são os de maior gravidade entre o idoso e também de importante impacto social, em razão dos custos com internações, afastamento do trabalho e do laser.
''Quando chega esse momento da vida as pessoas precisam de agentes facilitadores, ou seja, de apoios que os protejam em todos os cômodos da casa. Precisam ter facilidades para sentar e levantar do vaso sanitário, para entrar debaixo do chuveiro sem escorregar, para subir e descer escadas, acender e apagar as luzes, para simplesmente andar sem correr o risco de tropeços em pisos, tapetes e outros obstáculos'', reforçou.
Durante a palestra o médico pretende mostrar dados que apontam a fragilidade da população idosa que, segundo ele, perde naturalmente agilidade, falta de resposta rápida dos músculos e articulações e tem limitadas a visão e a audição contribuindo assim para as quedas e outros acidentes. ''Uma fratura que aparentemente parece simples, quando se trata de idoso, pode ser um passo para a morte'', enfatizou. Durante o evento haverá também a participação de um arquiteto que apontará algumas dicas de reajustes no imóvel.
Serviço - Palestra programa ''Casa do Futuro'' será aberta à comunidade, dia 20 de maio, a partir das 14h, no auditório do Hospital Universtiário (HU) de Londrina. Entrada franca.


