Há mais de um ano profissionais do CAPS-AD procuram minimizar as consequências do uso das drogas na vida dos viciados que procuram a ajuda da entidade. Por meio do Programa Redução de Danos - criado na década de 1990 por iniciativa de algumas ONGs - ações são realizadas com o intuito de reduzir comportamentos e práticas de risco que podem levar o usuário a contrair doenças oportunistas como a Aids, por exemplo.
Segundo Eduardo Antonio Izidoro, o Programa é usado com pessoas que já usam drogas e que não têm uma intenção imediata de se livrar do vício. ''Percorremos pontos críticos da cidade, favelas, assentamentos, mocós. Quando identificamos o usuário, não interferimos na vontade dele, mas o orientamos para que em caso dele optar por utilizar alguma droga, que ele reduza cada vez mais os danos que essa droga possa causar'', explica Izidoro.
A prática do Programa consiste na entrega de kits para os usuários. Seringas descartáveis, gases, lenço higiênico e até protetor labial, tudo gratuito. ''Para quem bebe, pedimos que evite usar copos de vidro pois ele pode contrair uma doença como a hepatite se alguma outra pessoa bebeu do mesmo copo. A seringa descartável serve para que o usuário não compartilhe a mesma seringa com outra pessoa'', comenta.
Apesar de polêmico, o programa acaba sendo um canal de comunicação entre o usuário de drogas e as entidades sociais. Izidoro explica que através da distribuição dos kits, eles acabam ganhando a confiança dos usuários, o que facilita a troca de informações e a busca de ajuda para aqueles que querem se livrar do vício. ''Quando ele quiser parar, ele acaba recorrendo a nós e assim podemos encaminhá-los para entidades que poderão ajudá-lo''. (F.B.)

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