Programa beneficia 150 jovens que estão afastados da escola
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segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
Os governos federal e estadual lançaram ontem, de manhã, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Projeto Serviço Civil Voluntário. Ele oferece qualificação educacional e profissional a 150 jovens de 18 a 20 anos, afastados da escola e desempregados.
No Paraná, o projeto é executado pela Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho (Sert) e pela Coordenadoria de Formação Profissional. Segundo uma de suas coordenadoras na cidade, Lúcia Amaral Hidalgo, o jovem que integra o projeto tem aulas de direitos humanos e cidadania, educação escolar supletiva, qualificação profissional e ações comunitárias. Em contrapartida, ele recebe uma bolsa-estudo mensal de R$ 60,00, certificado de participação, cadastro no Sistema Nacional de Emprego (Sine) e seguro de vida.
A intenção é estimular a continuidade da escolarização, facilitar o acesso ao mercado de trabalho, desenvolver o espírito de solidariedade e participação civil responsável nos assuntos comunitários com ações integradas e efetivas, explicou Lúcia. No País, o piloto do projeto foi desenvolvido ano passado em Curitiba e este ano será levado para várias regiões.
Em Londrina, ele começou em junho com o cadastro dos participantes na zona sul. A previsão é de que as aulas terminem até o final de novembro. Até lá, o grupo terá de cumprir 100 horas/aula em direitos humanos e cidadania; 100 horas de ações comunitárias; 100 horas/aula de qualificação profissional (construção civil, telefonia, padaria e informática) e 300 horas/aula de educação escolar. Os cursos são ministrados no Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caic) Dolly Jess Torresin e na Escola Estadual Professora Vani Ruiz Viessi por professores do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet) e da UEL com o auxílio de estagiários de pedagogia, direito, ciências sociais e educação física.
A segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, realizada sábado, foi a última ação comunitária do grupo. Antes, eles haviam participado do Manifesto pela Paz, comemorado em todo Brasil. Com o intermédio dos coordenadores, os jovens serão estimulados a viver mais intensamente sua comunidade, ajudando a melhorar a qualidade de vida.
A maioria deles deixou de estudar para ajudar a família no sustento da casa e está à procura do primeiro emprego. Eles têm potencial, mas poucas oportunidades, complementou Lúcia. Para manter o projeto, o governo estadual gastará R$ 230 mil.
Rosana Ferreira da Silva, 20 anos, disse que o projeto foi uma mão na roda. Casada há quatro anos, ela abandonou a escola na oitava série do ensino fundamental que concluiu no primeiro semestre deste ano. Estava preparada para ficar mais seis meses desempregada quando a oportunidade apareceu. Para mim, ele significou ganho de tempo. Em seis meses terei o diploma do ensino médio que levaria três anos para conseguir. Enquanto estiver cursando o supletivo, Rosana pretende se aprimorar em vendas e cabeleireira profissional.


