Programa banca estudo de 200 jovens
Israel Reinstein
De Curitiba
A classificação do estudante Eduardo Frozza em primeiro lugar no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) não é considerada um fato isolado pela coordenação do projeto Bom Aluno. Houve 100% de aprovação dos alunos custeados pelo programa, que participaram do vestibular neste ano, explica a coordenadora do Bom Aluno, Zânia Diorio Mendes.
Zânia informa que, há três anos, os alunos financiados pelo programa vêm conseguindo bons resultados em vestibulares e também nas escolas. Atualmente, o programa custeia os estudos de 200 alunos carentes de Curitiba e região metropolitana. Todos têm demonstrado que com um pouco de ajuda conseguem mudar a trajetória de suas vidas, afirma a coordenadora.
Ela conta que no caso de Eduardo Frozza, bastou apenas ele ter acesso a bons colégios para que mostrasse seu potencial. O menino recebeu um bolsa que pagou o cursinho. Os alunos beneficiados têm acesso a cursos complementares de idiomas e informática, acrescenta Zânia Mendes.
Quando um membro de uma família é beneficiado, os outros acabam ficando estimulados a se esforçar para crescer, afirma. As duas irmãs de Frozza recebem apoio do programa. Sem esse auxílio, acredito que o trabalho seria mais duro, afirma Eduardo Frozza.
A coordenadora conta que o programa custeia todos os gastos com ensino dos jovens. Em média, um aluno custa R$ 350,00 para os empresários que sustentam o Bom Aluno. O projeto foi idealizado em 1993 e começou atendendo 30 crianças, mas hoje está no seu limite, lembra. No ano passado, os empresários Francisco Simeão e Luiz Bonacin Filho, mentores do Bom Aluno, decidiram estender o programa para outras cidades e estados. Para repassar o conhecimento, montaram franquias, que estão sendo aplicadas em Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Londrina é outra cidade que vai implantar o mesmo projeto.





