Arquivo FolhaSkatistas que no ano passado protestaram contra a retirada de módulo policialO programa de orientação e prevenção ao uso de drogas da Federação de Skate do Paraná atingiu cerca de 28 adolescentes, praticantes do esporte. O projeto começou em julho do ano passado com palestras e distribuição de folhetos explicativos aos esportistas.
Segundo o presidente da federação, Adalto Elias Pereira, o objetivo é aumentar a participação dos skatistas na campanha neste ano. A Federação tem 508 pessoas cadastradas.
Pereira afirma que o skatismo é visto pela sociedade como um esporte marginalizado, não aceito pelos pais dos esportistas. As roupas largas contribuem para a imagem negativa. ‘‘Se um skatista chega em um ponto de ônibus, as pessoas já olham estranho’’.
Além deste problema, Pereira destaca que o skatismo também é considerado por muitas pessoas um esporte ligado ao consumo de drogas. ‘‘A campanha está tentando mudar este conceito estigmatizado na sociedade’’, explica.
Pereira reconhece que o consumo de drogas é grande nesta categoria, principalmente, de maconha. ‘‘Mas não podemos generalizar, porque outras áreas também sofrem com este problema’’, argumenta ele.
Em março, estão programadas palestras com skatistas que se recuperaram do vício ou tiveram experiência com drogas. A federação já desenvolveu também uma campanha para estimular o deficiente físico a praticar o esporte.
O presidente da federação diz que os pais apoiaram a campanha. A comerciante Wilma Dib, mãe de dois skatistas, afirma que a campanha serviu para orientar os jovens sobre o problema das drogas.
Wilma diz que os dois filhos foram criados na pista de skate do Jardim Ambiental, no bairro Hugo Lange. ‘‘Infelizmente, há uma tendência de os skatistas consumirem drogas. Eles são rebeldes sem causa’’, destaca ela.
Interessados em obter mais informações sobre a campanha devem ligar para (041) 322-9495. A federação fica na Rua Desembargador Motta, 3.231.

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