Programa atinge sua última etapa com 28 cursos
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Elisa Marilia Carneiro 
Curitiba
Fotos: Albari Rosa
EmpenhoLucineli de Laat, coordenadora do programa (acima): Este ano tivemos cursos muito interessantes, que despertaram o interesse da comunidade. Motoristas de ambulância, taxistas e frentistas que trabalham em postos na beira das estradas estão sendo treinados porque geralmente são os primeiros a ter contato com os acidentados. Para os médicos que atuam em prontos-socorros, é dado um curso avançado para atendimento na primeira hora após o acidente
O programa Protegendo a Vida, da Secretaria Estadual da Saúde, iniciou ontem sua última etapa, abrangendo os municípios de Curitiba e Região Metropolitana, Paranaguá e União da Vitória. Cerca de 3,5 mil pessoas participam até amanhã, em Piraquara, de 28 cursos enfocando a mulher, a criança, o idoso e a Aids.
A busca do equilíbrio entre produzir saúde e proteger a vida tem sido o tema trabalhado pelo programa, segundo o secretário da Saúde, Armando Raggio. Em três dias de cursos, funcionários da secretaria fazem uma reciclagem e mobilizam a comunidade para a prevenção de traumatismos e doenças.
O programa já foi levado para oito regionais de saúde do Paraná. Depois de Curitiba e nove municípios da Região Metropolitana, o programa vai para o litoral, fechando o ciclo de trabalho que no ano passado ajudou o Paraná a ganhar o Prêmio Criança e Paz, do Unicef.
Dirigentes da Organização Pan-Americana de Saúde, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz estão produzindo um relatório sobre os temas abordados no programa, a ser apresentado em países como México, Colômbia e Estados Unidos.
Na área de traumatologia, os cursos que mais chamam atenção são o de primeiros-socorros para frentistas de postos de combustíveis e o de direção defensiva para motoristas das prefeituras. Este ano tivemos cursos muito interessantes que despertaram o interesse da comunidade. Um outro exemplo é o comportamento no trânsito e o atendimento especializado nas rodovias, apontou a coordenadora do programa, Lucineli de Laat.
Motoristas de ambulância, taxistas e frentistas que trabalham em postos na beira das estradas estão sendo treinados porque geralmente são os primeiros a ter contato com os acidentados e, quanto mais rápido é o atendimento, maior a chance de salvar vidas ou reduzir as sequelas.
Para os médicos que atuam em prontos-socorros é dado um curso avançado para atendimento na primeira hora após o acidente. Várias salas foram montadas para fazer simulações de primeiros-socorros. Bonecos e animais serviram de cobaias para os treinamentos.
Os cursos estão sendo ministrados nas instalações renovadas do que antes eram o Hospital Roque e o Departamento Penitenciário, em Piraquara. Para o ano que vem a secretaria prepara um programa especial enfocando a saúde no trabalho.


