Londrina conta, desde outubro de 2001, com o Programa Rosa Viva, realizado em parceria pela Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria da Mulher. A idéia do projeto nasceu depois que o Ministério da Saúde editou as normas de atendimento e tratamento dos casos resultantes de violência sexual em 1999.
Segundo a coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher (CAM), Cleusa Cristina Casarin Adrello, em 2000 a Secretaria da Mulher promoveu um debate, com a participação do médico Osmar Colás, do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, para falar da experiência da instituição com as mulheres vítimas de violência. Desde então foram iniciadas discussões envolvendo as duas Secretarias. ''Após diversas reuniões ficou definido que o projeto seria implantado na Maternidade Municipal Lucila Balalai.''
Cleusa explica ainda que a capacitação da equipe responsável em colocar o projeto em prática foi realizada em São Paulo através da Escola Paulista de Medicina. Estas servidoras se responsabilizaram por capacitar toda a equipe da maternidade. Oficinas e palestras foram realizadas para definir os aspectos práticos e emocionais que envolvem a situação, além de um trabalho de sensibilização para o atendimento humanizado das mulheres.
''A partir da criação do programa, a mulher que sofre violência sexual não precisa, necessariamente, ir à Delegacia da Mulher, mas é orientada no sentido de prestar queixa para identificação e punição do agressor'', esclarece Cleusa. O programa funciona 24 horas e a equipe de atendimento é composta por assistente social e assistente de enfermagem; o atendimento psicológico é prestado por uma profissional do Centro de Atendimento à Mulher (CAM).
Uma das principais recomendações para as vítimas de estupro é que procurem o serviço oferecido na Maternidade Municipal com até 72 horas do ocorrido, em função dos procedimentos médicos a serem tomados para prevenção de gravidez indesejada (pílula do dia seguinte) e doenças sexualmente transmissíveis (DST), Aids e hepatite B. Segundo o médico Moacyr Sanches Mascaro, coordenador do projeto, as medidas preventivas conseguiram evitar, até agora, que fossem registrados casos de gravidez indesejada. ''Se acontecer, o caso terá que ser encaminhado ao Hospital de Clínicas de Curitiba.'' (S. L.)

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