O Banco do Brasil (BB) está iniciando em Londrina, Maringá e Paranaguá o Programa Integração AABB Comunidade, que visa oferecer uma complementação escolar com atividades lúdicas, pedagógicas e esportivas a crianças e adolescentes carentes na faixa de 7 a 16 anos. Esta semana um grupo de 33 educadores está sendo treinado e orientado por especialistas do Núcleo de Trabalhos Comunitários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (NTC/PUC-SP). O trabalho com os menores se inicia em agosto.
Em Londrina, o projeto vai atender 83 crianças e adolescentes selecionados pela Secretaria de Ação Social, que faz parceria com o BB em conjunto com as Secretarias de Cultura, Saúde, Fundação de Esportes e universidades. A escolha dos menores privilegiou crianças em situação de risco que estão afastadas das escolas e crianças do ensino fundamental ainda não integradas nos programas de contraturno desenvolvidos no município.
As atividades serão realizadas na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), três vezes por semana, no período da tarde. A criança participará de duas oficinas por dia, uma delas de esporte. O menor terá ainda acompanhamento médico, odontológico e laboratorial com profissionais disponibilizados pelo serviço público. Quando necessitarem de atendimento especilizado ele será oferecido pela Unimed.
Segundo o analista de negócios, Kazuo Saito, representante do Banco do Brasil de Londrina, o projeto representa o compromisso social da instituição com a comunidade em que está inserido. O programa tem a duração de nove meses e precisa ser renovado todos os anos, mas a intenção do banco e dar continuidade aos trabalhos ampliando o número de crianças beneficiadas.
A AABB é responsável pela organização e espaço físico, a Ação social fornece os educadores, a alimentação e o transporte das crianças. A Federação fornece os recursos para a manutenção do projeto, parte pedagógica, seguro das crianças e pequenas reformas no espaço físico. Já a Fundação BB é responsável pelos materiais, utensílios, artigos esportivos e uniformes. A formação dos educadores disponibilizada pela NTC/PUC-SP segue a metodologia do pedagogo Paulo Freire.
O projeto foi implementado em 1987 pela Fundação Banco do Brasil e pela Federação das Associações Atléticas Banco do Brasil (Fenabb). São aproveitados os espaços físicos de clubes dos funcionários do banco, durante o horário de contraturno escolar. Desde sua fundação, já foram desenvolvidos 525 projetos atendendo cerca de 50 mil crianças em 375 cidades do País, sempre em parceria com prefeituras, clubes de serviços, empresas locais e das próprias comunidades.

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