Programa alfabetiza reassentados
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Um programa de educação de adultos está permitindo a alfabetização de agricultores que tiveram terras alagadas pelo reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, e foram reassentados pela Copel em municípios da região de Cascavel. O programa envolveu 200 adultos, dos quais 40% já receberam certificados que os habilitaram a prosseguir nos estudos a partir da 5ª série do ensino fundamental. Este ano, serão formadas oito novas turmas, com mais 200 alunos.
O programa resulta de parceria entre a Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu (Crabi), que representa 600 famílias, e a Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart), de Londrina. Para atuar com os adultos a serem alfabetizados, oito pessoas indicadas pela Crabi estão participando do Programa Alfabetização Solidária, do governo federal, em conjunto com instituições de ensino superior em Cascavel, com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
O grupo está sendo preparado juntamente com 12 educadores (ou monitores) do município de Igreja Nova, e 13 de Porto Real do Colégio, ambos no Estado de Alagoas e integrados ao Alfabetização Solidária. O treinamento será completado no final do mês e compreende as áreas de língua portuguesa, matemática, história, geografia e, ainda, aulas teóricas e práticas de alfabetização. Os monitores também aprendem a produzir material didático alternativo, com aproveitamento de recortes de jornais, revistas e outros elementos.
Para as representantes da Crabi, o processo de alfabetização é de longo prazo por não envolver apenas o processo ler e escrever. Uma das integrantes da comissão, Vanderléia Carniel, destaca que o treinamento do Alfabetização Solidária permite troca de experiências com os educadores nordestinos, que atuam em comunidades muito carentes, semelhantes aos sem-terra do Oeste paranaense.





