‘Profissional’ tem
cartão de visita
e até nota fiscal
Com 25 anos ‘‘nas pedras’’ – como gosta de dizer – da calçada em frente ao Teatro Guaíra, o cambista Júlio Braga presta atendimento diferenciado a seus clientes. ‘‘J.B.’’ entrega os ingressos em casa e a cobrança depende da distância percorrida até o local. Ele disse que até emite nota fiscal pelo serviço prestado.
No cartão de visitas ‘‘J.B.’’ é ‘‘agente de eventos’’. Junto com um irmão que mora em São Paulo, conta ele, mantém um escritório onde ‘‘mais de 10 mil clientes’’ estão cadastrados. Quanto à lucratividade, ‘‘J.B.’’ diz que é um ‘‘mistério’’.
O gaúcho Almenon Longarai, relações públicas da ACEAD-PR, conta que conciliou a profissão de pedreiro com a de cambista por muitos anos. Ele está em Curitiba há 3 anos e exerce a atividade de cambista há 42. Longarai diz que graças à venda de ingressos em jogos de futebol, shows e espetáculos de teatro, conseguiu sustentar os três filhos.
‘‘Numa partida de futebol, nós somos chamados de ladrão antes do juiz’’, brinca. Longarai diz que, atualmente, os cambistas estão tendo mais prejuízos do que lucros. ‘‘Neste ano em Curitiba o show do Tom Cavalcanti (humorista da Rede Globo) foi o único em que tivemos lucro, e isso aconteceu porque foi só uma apresentação.’’ Segundo ele, na semana deste show, ‘‘meia dúzia de cambistas lucraram em média R$ 80,00’’.

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