Quem pretende começar na profissão de mestre-cervejeiro tem a alternativa de curso profissionalizante. A formação de muitos, entretanto, ainda é feita nos moldes antigos, como o mestre-cervejeiro José Di Pietro ingressou no ofício. Nascido em São Paulo, ele conta que entrou no ramo por acaso. ''Andava pela Avenida Paulista e vi que uma fábrica precisava de anotador de cartão-ponto. Entrei e três meses depois mudei para a função de aprendiz de cervejeiro. Acabei seguindo carreira'', relata.
O estágio incluía atuação em todos os setores da fábrica de bebidas. Todos mesmo. Pietro fez de tudo, desde descarregar caixas de caminhões até lavar banheiros da firma. Ele considera que, apesar de ''sofrido'', o estágio é bastante gratificante. ''Para mim, tornou-se um desafio. E obtive sucesso na minha profissão'', diz. O mestre-cervejeiro, que trabalhou por mais de 20 anos em uma das maiores fábricas do ramo do País, passou por cidades como Guarulhos, Jundiaí, Agudos - todas no interior de São Paulo. Participou do desenvolvimento de tecnologias como a máquina de refrigerantes em copos e o freezes com mostrador de temperatura, muito comum nos bares.
Pietro aconselha quem quer entrar na profissão a fazer curso superior em áreas como administração de empresas, engenharia de alimentos, química, entre outras. E principalmente, ''estar disposto a não ter mais fim de semana ou feriado, como os médicos''(F.R.F.)

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