‘‘Há no Brasil várias instituições, dentre elas a Sociedade Brasileira de Terapia de Vida Passada (SBTVP), sediada em Campinas (SP), cujo objetivo principal é fundamentar cientificamente a TVP, aprofundar seus pressupostos teóricos e investigar sua eficácia terapêutica’’. A informação, do psicólogo londrinense Cláudio Américo Sproesser, é uma forma de esclarecer profissionais e pacientes sobre os cuidados necessários na utilização da Terapia de Vida Passada.
Sproesser diz que já realizou cerca de seis mil regressões, mas para isso frequentou curso de especialização de dois anos, em 1987-88, da SBTVP. ‘‘A TVP é uma técnica introdutória onde emergem traumas contidos no inconsciente do indivíduo, ocorridos em qualquer momento de sua existência’’, explica. Reforçando informações de outros profissionais favoráveis à TVP, Sproesser acrescenta que esse momento pretérito emerge quando o indivíduo se encontra em estado alterado de consciência, o chamado EAC.
‘‘É um momento específico em que a pessoa se encontra, no estado intermediário entre estar acordado e dormindo’’.
É por isso, afirma Sproesser, que a TVP exige cuidados. ‘‘A partir do momento que mexe com o emocional do indivíduo, pode abrir um canal, que se não for trabalhado por um profissional competente causa um descompasso na pessoa’’. Ele reforça que quando o canal emocional é aberto, o que ocorre é algo parecido com um bisturi usado por um cirurgião.
Assim, o cirurgião capacitado terá condições de realizar a cirurgia com sucesso e fechar o canal. O mesmo pode não ocorrer se o bisturi for usado indevidamente, por pessoas que o psicólogo classifica de incapacitadas ou irresponsáveis.
Sproesser diz ainda que a TVP causa cura, mas não é milagrosa. ‘‘É como todo processo clínico. Tem as suas indicações e contra indicações. Ela é indicada para os estados fóbicos, depressivos e o estresse, além de disfunções de ordem psicossomáticas’’. A regressão não é recomendável para pessoas com diabetes descompensado, cardiopatas e, no caso de hipertensos, sem o apoio médico e medicamentoso, segundo o psicólogo.

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