Responsável pelo atendimento na Farmácia Comunitária de Londrina, o farmacêutico Márcio Corato do Nascimento Filho informou que não recebe o piso integral de sua categoria, como afirmou o diretor da entidade, Edmundo Silva Novais, em entrevista à Folha publicada na edição de ontem.
Para justificar o risco de fechamento da farmácia, Novais disse que a entidade não tinha condições de arcar com a despesa de R$ 1,5 mil relativa ao salário do profissional. ''Trabalho meio período e recebo apenas meio piso, o que dá R$ 550,00 brutos. Não sou o culpado pelas dificuldades da farmácia.''
Ele confirmou que o estabelecimento enfrenta graves dificuldades financeiras. ''Meu salário está atrasado há dois meses'', contou. Além disso, a demanda por medicamentos é maior que o volume de doações. ''Já cheguei a comprar remédios do meu próprio bolso para ajudar os usuários.''
Questionado pela Folha, Novais esclareceu que as despesas são referentes ao pagamento do farmacêutico, de uma secretária, contas de água e luz, entre outros. ''Enfatizei o pagamento do farmacêutico porque ele é fundamental para o funcionamento. Sem ele, não teríamos autorização para prestar o serviço.''

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