Profissionais vão fazer atualização sobre leishmaniose
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá 
Médicos e técnicos da Vigilância Epidemiológica de todas as regionais de Saúde do Paraná se reúnem em Maringá, a partir de amanhã, para uma reunião de atualização sobre leishmaniose. Objetivo é padronizar o atendimento no Estado com informações atuais sobre o diagnóstico e tratamento da doença. A leishmaniose é considerada endêmica nas regiões Oeste, Noroeste e Norte do Estado. Somente a região Sul não registra casos de transmissão. O encontro segue até sexta-feira, no Hotel Cidade Verde.
Uma das exposições mais esperadas é a do médico e pesquisador Jackson Maurício Costa, assessor do Ministério da Saúde, considerado uma referência sobre a leishmaniose no Brasil. Costa é da Universidade Federal do Maranhão. Também farão palestras a médica Vanete Thomaz Soccol, da Universidade Federal do Paraná, com doutorado na França sobre o protozoário leishmânia, e Ueslei Teodoro, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), especialista e referência nacional sobre o mosquito flebótomo, transmissor da doença.
Segundo o médico do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Alceu Bisetto Júnior, coordenador do evento, a leishmaniose é considerada endêmica em todo o País, com exceção de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde o mosquito flebótomo não encontra condições favoráveis para se proliferar.
Este ano, a doença chamou a atenção dos técnicos de Maringá por causa do registro de casos no inverno. A leishmaniose tem maior incidência no verão, atingindo principalmente pescadores e moradores de regiões ribeirinhas.


