Profissionais sérios e competentes
Para o vice-presidente da OAB de Londrina, Elizandro Pellin, a advocacia é uma senhora zelosa e muito ciumenta e não tolera o advogado dispensar atenção a outras profissões. Ou se é advogado ou não, enfatizou o vice-presidente, informando que hoje muitos recém-formados tentam inserir-se no mercado de trabalho, mas poucos conseguem se manter.
Profissionais de Direito estão se voltando para concursos públicos em busca de estabilidade. Mas, a longo prazo, a advocacia bem conduzida é mais interessante financeiramente, opinou Pellin, reforçando que o mercado seleciona os profissionais sérios e competentes.
Para o advogado João Felipe de Albuquerque, que trabalha em Londrina há dez anos nas áreas trabalhista e de família, a profusão de faculdades de Direito, apesar de importante para o crescimento da cidade, tem causado inchaço no mercado advocatício, nivelando os preços para baixo.
Ele acredita que a própria tabela da Ordem está defasada para alguns serviços e superfaturada para outros. É preciso usar o bom senso e a tabela é uma boa referência, mas tem muita gente cobrando muito pouco e prejudicando a categoria, opinou.
No entanto, para Albuquerque, tem muito advogado cobrando pouco e trabalhando muito também. Isso porque no início de carreira é preciso mostrar serviço e muitos
recém-formados acabam trabalhando por valores menores que o previsto na tabela, comentou.
Como Pellin, Albuquerque acredita que o contrato escrito é a melhor forma de garantir pagamento justo para o profissional de Direito. Quem não tem dinheiro, procura a Defensoria Pública ou, no caso de Londrina, os escritórios de aplicação das universidade. Já quem tem uma condição econômica um pouco melhor, vai procurar o profissional mais em conta. Mas cabe ao advogado fazer seu preço. (M.G.)





