Ensino de qualidade a um custo reduzido. Esta é a busca dos jovens brasileiros, que vêem no estudo uma oportunidade de melhorar de vida. Em Londrina não é diferente. Hoje a cidade conta com cerca de 8 mil vagas universitárias e a tendência é se tornar um pólo educacional no futuro.
O baixo custo de vida e das mensalidades das escolas londrinenses têm impulsionado o crescimento das universidades na cidade. A opinião é de Eleazar Ferreira, reitor da Universidade Filadélfia (UniFil).
Segundo ele, o tempo nunca pára na visão dos profissionais do mundo globalizado, que têm dificuldade em administrar a enorme quantidade de informações a que são expostos todos os dias. Como são exigidos pelo mercado de trabalho, eles também cobram das universidades. ''Quanto mais os alunos buscam, mais as universidades oferecem. É o ciclo virtuoso da educação'', declarou.
Os custos ainda são fatores limitantes para a educação de toda a população brasileira e mundial. Segundo o reitor da UniFil, há 10 anos, a mensalidade de um curso de direito no Brasil, por exemplo, custava em média US$ 40. Hoje, os custos aumentaram para US$ 150. ''A massa salarial não acompanhou este crescimento, o que delimitou o acesso às universidades. Apenas 40% da população mundial tem diploma de nível superior'', calculou.
A competitividade também têm forçado os indivíduos a se especializarem cada vez mais. Para o professor Eleazar Ferreira, o profissional estagnado, que ainda não descobriu como utilizar as ferramentas da comunicação moderna - como o computador, por exemplo - terá seu lugar reduzido no mercado de trabalho.
''As grandes empresas têm trocado funcionários experientes por recém-formados não somente para reduzir custos, mas porque os novatos são mais contemporâneos, mais modernos'', alertou o reitor.
Ele acredita que o sucesso profissional está ligado ao talento nato de cada indivíduo. É o caráter que encaminha o profissional para o mercado de trabalho. ''A possibilidade de ganhar mais ou menos dinheiro é consequência'', disse.
Hoje, segundo o professor, a tendência mundial é a busca pela realização profissional. Centenas de pessoas migrando de profissão até encontrarem a verdadeira vocação. Ele acredita que as pessoas possuem um perfil genético para desempenhar determinado trabalho, por isso algumas delas não precisam estudar para trabalhar, enquanto outras fazem cursos técnicos ou faculdades.
''Uma solução inteligente e que já foi colocada em prática em países desenvolvidos é a formação em humanidades, um conhecimento básico sobre as coisas da vida. Dessa forma, o profissional recebe uma educação básica e pode desempenhar a carreira que mais combina com o seu talento'', finalizou.

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