Profissionais poderiam voltar à investigação
Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro, existe um empenho dos profissionais para que todos os presos em delegacias não sejam tão prejudicados. ''Dentro das nossas possibilidades, damos apoio levando os detentos ao médico, dentista e laboratórios para fazer exames. No caso das mulheres, excepcionalmente em situações de gravidez ou doenças, lutamos pela sua transferência à penitenciária'', pontua.
Quando isso não é possível, o delegado diz que uma ala é separada para elas. Situação também complicada, considerando que os dois distritos estão com lotação além do dobro da capacidade. ''A construção da penitenciária feminina certamente vai absorver as detentas que deveriam estar sob responsabilidade da Seju (Secretaria de Justiça). Isso porque, legalmente, não nos compete a guarda de presos.''
Diante da falha estrutural do estado, a Polícia Civil acabou assumindo o ônus. ''Com a construção de unidades e ampliação de vegas, somente no município, cerca de 20 profissionais que atuam nos distritos poderão voltar ao trabalho legítimo de investigação'', completa o delegado. (M.T.)





