Profissionais pensam em usar arma no carro
O aumento dos crimes contra taxistas de São José dos Pinhais causa revolta e divide a categoria. Alguns motoristas afirmam que podem passar a andar armados se a violência continuar crescendo. Outros se posicionam contra o uso de armas. Entre estes estão os representantes do sindicato da categoria.
Não é essa a orientação que nós temos passados para os taxistas, disse o presidente do sindicato, Antônio Odair Basso, 44 anos. Eu nunca andei armado. Se a gente matar um cara desse (assaltante), acaba sendo preso. Basso afirmou que é trabalho da polícia baixar os índices de crimes através do policiamento. Se isso não acontecer, ninguém mais vai querer trabalhar à noite e vai faltar táxi na cidade, avisou.
Mas nem todos pretendem seguir as orientações do sindicalista. Se continuar esse tipo de violência a gente tem de tomar uma atitude mais drástica, disse Airton Pereira de Andrade, referindo-se ao uso de armas. Isso é uma coisa a ser pensada. Nunca tivemos uma opinião formada sobre isso porque éramos privilegiados; não tínhamos assaltos aqui, afirmou. O taxista acredita que a categoria não pode ficar em desvantagem dos bandidos, que estão armados.
Assustados com a violência, os taxistas afirmam que os assaltantes que agem na cidade são de Curitiba. Com o aumento do policiamento na capital, eles acabaram vindo para cá, diz o sindicalista Ernesto Tavares. O diretor sindical disse que em Curitiba a polícia realiza blitze para coibir os crimes, o que não estaria acontecendo em São José dos Pinhais. A tendência é a violência aumentar por causa da impunidade, disse. (J.A.)





