Profissionais fazem exame gratuito de câncer
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domingo, 25 de novembro de 2001
Betânia Rodrigues<br> De Londrina 
O câncer de pele deve matar 1,8 mil pessoas no Brasil e ser diagnosticado em outras 100 mil este ano. A estimativa é da Sociedade Brasileira de Dermatologia que ontem realizou o dia nacional de prevenção à doença.
Em Londrina, cerca de 30 profissionais e estudantes de medicina passaram o dia examinando a população gratuitamente. Quatro consultórios foram montados em dois ônibus da Secretaria Municipal de Saúde que ficaram estacionados na Avenida São Paulo, abaixo do Calçadão da Avenida Paraná. A expectativa dos organizadores era atender cerca de 400 pessoas.
''No ano passado, 12% dos diagnósticos obtidos durante a campanha deram resultado positivo, enquanto no Brasil a média foi de 8%'', lembra a dermatologista Ligia Martins. Nos últimos cinco anos, o número de casos de câncer de pele cresceu 50% em todo País e a região Sul é a líder no ranking.
A doença pode atingir qualquer pessoa, no entanto, é mais perigosa para quem tem pele, olhos e cabelos claros; ruivos; indivíduos que se expõem ao sol por tempo prolongado e em famílias com história familiar de tumor de pele.
Os sinais do câncer de pele são manchas que aparecem em partes do corpo mais expostas ao sol (rosto, braços, colo e pernas). Elas podem ser avermelhadas ou escuras, crescem de tamanho e podem provocar coceira ou sangramento. ''As pessoas têm informação sobre a doença, mas têm medo de fazer o exame'', disse Ligia. O conselho é proteger a pele com roupas, óculos, chapéu e cremes o ano inteiro, mas principalmente no verão.
Há oito meses, a dona de casa Silvia Geane Batista descobriu manchas marrons no corpo que foram diagnosticadas como micose. ''Já sei que não é porque o tratamento não deu resultado. Câncer também foi descartado e por isso terei que procurar atendimento especializado'', disse a dona de casa ao admitir que nunca protege a pele.


