Profissionais exigem aulas ministradas por especialistas
Curitiba - A exigência de um profissional com licenciatura na área para ministrar as atividades é um ponto polêmico na lei que estabelece o ensino musical nas escolas. O artigo que determinava a execução das aulas por especialistas foi retirada da legislação. ''A lei resgata a especialidade do profissional licenciado em música'', argumenta o presidente da Abem.
A professora de música da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Angela Maria Trotta, conta que a procura pelo curso de Licenciatura em Música é tímida em relação às demais atividades musicais e artísticas. Mesmo assim, ela acredita que a nova lei vai aumentar a procura pelo curso. ''Os alunos já estão mais conscientes, principalmente pelo campo profissional que abriu com a lei'', afirma.
Angela defende o trabalho em música nas escolas por profissionais da área. ''A música é uma linguagem muito específica e os professores têm conhecimentos e habilidades. O ideal é que o professor seja habilitado na disciplina específica. Se não for possível, ele deve ser orientado por um profissional da área para usar a música de maneira adequada.''
Diretrizes da Secretaria Municipal de Educação (SME) recomendam às direções das escolas a realização de atividades musicais com os estudantes. No entanto, a falta de profissionais especializados na área impede que todas as instituições ofereçam contato dos alunos com a disciplina. De acordo com a coordenadora de ensino de música da SME, Cleonice dos Santos, isto acontece porque as vagas necessárias para atender toda demanda municipal não são preenchidas.
Desta forma, a principal mobilização da secretaria para a aplicação da lei é relacionada à formação continuada dos professores, com orientações de profissionais especialistas em música. Esta formação já é desenvolvida e a ampliação das capacitações por conta da lei será definida após um estudo financeiro.
A Secretaria de Estado de Educação informou à FOLHA, por meio de sua assessoria de imprensa, que a música já é trabalhada na disciplina de Arte e ainda não há discussões sobre a aplicação da lei. A previsão é que os planejamentos comecem no segundo semestre deste ano. (C.G.B.)





