Profissionais e alunos da UEL são homenageados
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
Em 33 anos de existência a Universidade Estadual de Londrina (UEL) atraiu para o Norte do Paraná milhares de estudantes e pesquisadores de todo o País. Para homenagear essas pessoas, muitas vezes desconhecidas mas responsáveis pelo funcionamento de toda aquela estrutura, a Folha de Londrina, a TV Tarobá e a Rádio Paiquerê promoveram anteontem um jantar intitulado ''Destaques da UEL''.
Alunos premiados, ex-reitores, professores renomados e aposentados, além de funcionários, receberam diplomas pela sua contribuição para o desenvolvimento da UEL. ''Independente do cargo, todos que passaram pela Universidade tiveram sua importância. Mas como, infelizmente, não podemos nominar todos, escolhemos alguns'', explicou a reitora Lygia Lumina Pupatto. Mais de 400 pessoas foram citadas.
O funcionário João Luiz Sperandio, de 71 anos, trabalha na universidade desde sua fundação, em 1970. ''Na verdade eu comecei até antes, quando ainda era só a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras.'' Entre as lembranças de 30 anos dedicados a UEL, uma obra de Sperandio é apreciada por todos: os jardins. ''Eu comecei da estaca zero, hoje só o horto tem mais de 10 mil plantas'', recordou. Atualmente o funcionário não cuida mais das plantas, mas é um dos responsáveis pela montagem das salas de vestibular. ''Antes tinha que arrumar no máximo 10 salas, no último teste foram 947'', comparou.
O contrabaixista Odair Galvão, de 51 anos, não estava na lista dos homenageados, mas faz parte da legião de pessoas que construíram a história da instituição. ''Eu fui um dos primeiros office-boys da UEL e trabalhei na parte administrativa durante 12 anos'', contou Galvão. Após estudar contrabaixo na Escola de Belas Artes em Curitiba, o músico voltou para a Universidade, em 1984, como integrante da recém-fundada Orquestra Sinfônica da UEL (Osuel).
''A estréia da orquestra no Cine-Teatro Ouro Verde foi o momento mais emocionante. O teatro estava abarrotado de gente'', relembrou Galvão, que também se sentiu homenageado com o jantar, apesar de estar trabalhando no evento. Hoje, cerca de 15 músicos formados e estudantes da Universidade fazem parte da orquestra.
O único momento tenso da noite foi o discurso do primeiro reitor da UEL, o médico Ascencio Garcia Lopes. O médico elogiou a iniciativa da homenagem, mas ressaltou alguns pontos que ainda devem ser melhorados na instituição, como a falta de médicos no Hospital Universitário (HU) e os baixos salários dos professores.
Além dos homenageados, estiveram presentes na cerimônia o vice-governador do Estado, Orlando Pessuti; o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi; o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti e o prefeito da cidade na época da instalação da UEL, Dalton Paranaguá. ''Londrina não seria o que é hoje sem a universidade. Um cidade criativa e empreendedora'', enfatizou Micheleti em seu discurso.


